sábado, 22 de maio de 2010

LeBron e o capital

LeBron pode vencer a mentalidade corporativa
se decidir não enfiar dinheiro na orelha


Quem acompanha o Bola Presa sabe que temos horror ao debate "quem é melhor" e todas as inimizades que ele levanta. Se já não bastasse esse tipo de questionamento ser completamente impossível de ser feito adequadamente por ter que levar em conta aspectos demais (elenco, técnico, momento histórico, adversários, situação econômica global, programação da Record), ainda temos o ódio de quem defende um lado por quem defende o outro, impedindo que ambos os jogadores sejam apreciados como merecem. Como ficou claro numa questão do "Both Teams Played Hard" dia desses, um defensor do Kobe acaba tendo que odiar LeBron apenas para proteger seu ídolo das comparações desnecessárias. Aquele que cresceu com Michael Jordan construindo seu imaginário e associando-o às deliciosas memórias de infância é, agora, obrigado a odiar LeBron para defender seu ídolo máximo das comparações com alguém que, novo demais, não as merece. Protegendo a própria infância, as memórias felizes de madrugadas vendo o Jordan jogar numa transmissão mequetrefe da Bandeirantes, muitos fãs criam um culto de ódio irracional contra os melhores jogadores do planeta. Isso não deveria ter que acontecer: admirar alguém jogar não deveria ter nada a ver com as lembranças ou com a apreciação de outros jogadores. Mas acontece, e por isso a eliminação de LeBron dos playoffs foi um gozo coletivo similar a um lançamento de uma Playboy da Sandy.

As críticas e o descontentamento com a última atuação de LeBron chegaram a um ponto em que torcedores dizem que o time estaria melhor sem ele, ou que algumas equipes que guardaram tanta grana para contratar uma estrela ao fim dessa temporada deveriam gastar com outro jogador que não ele. Prefiro imaginar que as pessoas que dizem isso confundiram o LeBron James com o JJ Hickson, que são mais ou menos parecidos se a tua televisão for muito ruim. Se alguém soltar um "o LeBron não fez nada no jogo, mas tinha um outro cara no Cavs que fez um triple-double", aí já sabemos que a confusão aconteceu.

LeBron é provavelmente o jogador mais odiado da NBA no momento e ele bem sabe que não adianta se defender. Seu técnico é patético, o time não tem jogadas ofensivas, e o elenco de talento não fez nada, o que na prática é a mesma coisa que não tê-lo, mas não há desculpa. O Celtics foi muito superior, a reação do Cavs durou pouco, todos estavam exaustos e o time humildemente aceitou a derrota no minuto final. O que para mim foi um gesto de respeito, similar ao jogador de xadrez que derruba o próprio rei quando a derrota é iminente (é falta de respeito prolongar a partida desnecessariamente até tomar um xeque-mate) e me tirou sorrisos quando aconteceu, foi para o resto do mundo uma desistência imperdoável de um jogador covarde. Não há defesa, o único modo de escapar a esse criticismo seria sair de quadra com a vitória.

O LeBron James não é burro. Na entrevista coletiva após a partida, repetiu um par de vezes que "só lhe interessa a vitória", que ele "só quer vencer". Seu modo de jogo, suas decisões, sua personalidade e sua história de vida serão julgadas em relação às suas vitórias e derrotas, e ele sabe disso. Seu fardo é um mundo sem desculpas: se o ginásio desabar, ele que segure o teto, leve os fãs para uma área segura, lhes fornece comida e água, salve as duas tabelas da quadra e então acerte o arremesso da vitória. É o que o Jordan faria. LeBron rapidamente entendeu que precisa vencer jogos para ter alguma chance, mas eventualmente precisará entender que não se pode competir com as memórias. Sabe aquela coisa de que, na sua memória, teve uma chuva de meteoros épica quando você tomou aquele fora da guria gostosinha e nada vai te convencer do contrário 10 anos depois? O reconhecimento para LeBron virá apenas quando for tarde demais e ele tiver reumatismo. Até lá, precisa dar um jeito de segurar as pontas.

O plano de LeBron, então, é simples: vencer imediatamente, e muito. Por diversas vezes indiquei no Bola Presa que LeBron provavelmente não sairia do Cavs e que não iria nem fodendo para o Knicks. Agora abaixo a cabeça, escondendo o rosto pra ver se ninguém me reconhece na rua, e mudo de ideia. Se o LeBron tiver um pouco de cérebro e quiser mesmo vencer, vai dar o fora de Cleveland rapidinho.

Minhas defesas ao Cavs sempre foram de que o time, ainda que pobre financeiramente, meio Chavinho do Oito, nunca poupou esforços para dar ao LeBron o melhor elenco disponível. O elenco que recebeu LeBron à NBA era horrendo, nível Preta Gil, e todo o possível foi feito para transformá-lo em algo pelo menos do nível "comia, mas não contava". Por vezes as contratações e as trocas pareciam até aleatórias, como se o Cavs não soubesse bem que tipo de time estava montando mas quizesse mostrar serviço, pelo menos dar uma mudada no elenco. Tipo um estagiário fazendo qualquer coisa, estabanado, pro patrão ficar contente. Perto de outros estagiários, que observam a empresa morrendo e cospem em cima (tipo eu, ou tipo e o Warriors) até que o Cavs se saiu muitíssimo bem. O Mo Williams, que me parecia a peça mais idiota na época da contratação (achei que ele fosse levar o LeBron à loucura sendo um fominha biruta) conseguiu até enganar todo mundo e virar All-Star. Então por que o LeBron sairia dessa organização comprometida em mudar de novo, outra vez, quantas forem necessárias, mesmo se afundando em dívidas, até que sua estrela ganhe um anel de campeão?

São dois pontos cruciais. O primeiro que vamos abordar é o técnico. As vitórias que LeBron e o resto do elenco conseguem camuflam a falta de capacidade da comissão técnica. Recentemente o Denis colocou aqui no blog um vídeo com os pontos que LeBron marcou em seu primeiro jogo na NBA, e eu fiquei monstruosamente chocado:





Por favor, pra quem não viu no post original, assistam a esse vídeo, é assustador. Nele, é possível ver LeBron participando de jogadas DESENHADAS para que ele receba a bola. Sério, jogadas de verdade. Juro que o vídeo não é montagem, não tem Photoshop. Quando chegou no Cavs como novato, o técnico era Paul Silas e, olha só que bizarro, ele DESENHAVA jogadas ofensivas! Não é estranho? Porque depois de ver o Mike Brown como treinador, dá a impressão de que ser técnico de basquete é apenas sentar no banco, ser um cara legal e tomar umas faltas técnicas de vez em quando pra lembrarem de que você existe.

No vídeo acima dá pra ver um LeBron cru, com movimentos que abandonou conforme foi amadurecendo, mas que é bastante eficiente ao participar de um esquema tático. O mais estranho é que LeBron era o armador daquele time na maior parte dos jogos, e mesmo assim existem jogadas planejadas para que ele finalize. Isso nunca mais aconteceu no Cavs e LeBron não pode passar a carreira inteira sofrendo por causa disso. Kobe e Jordan tiveram Phil Jackson, por que o coitado do LeBron tem que ter o Mike Brown? Parece que ele gastou todos os pontos de experiência em "força física de um cavalo" e esqueceu de comprar um técnico decente achando que não ia mudar nada na ficha de personagem.

É hora, então, do LeBron ir atrás de um técnico. Para o Cavs, é muito difícil demitir Mike Brown. É uma questão de ética, de boa educação, tipo não colocar os cotovelos na mesa: como você demite um técnico que ganha mais de 60 partidas com um time em todas as temporadas? Não rola. Mike Brown está comodamente escondido atrás da aura de LeBron James. E como o Cavs não vai mandar o cara vender pipoca, o LeBron vai ter que arrumar um técnico em outro lugar. A escolha óbvia, aqui, é Mike D'Antoni, técnico do Knicks. Os dois já jogaram juntos na seleção americana e o LeBron ficou fascinado com as movimentações ofensivas (deve ser como crianças se sentem ao ver o mar pela primeira vez), mas existe o erro do excesso. Criança que é obrigada a só comer brócolis, quando ganha liberdade, tende a só comer chocolate, e ninguém sobrevive comendo só chocolate por muito tempo. Depois de tanto tempo num time que só defende, o LeBron pode correr pro colo do D'Antoni só para desforrar e jogar num time que só ataca. Mas assim com o Cavs não ganhava só na defesa, o D'Antoni nunca ganhou nada só no ataque. Dá pra entender se o LeBron infantilmente quiser fugir para o outro extremo, mas desconfio que não deve dar muito certo.

Outros times com técnicos razoáveis são também uma opção, mas nesse caso em especial eu prefiro uma escolha hipotética, saída diretamente do inútil mundo da boataria. As ofertas para que o técnico Mike Krzyzewski, lenda universitária, vá para a NBA nunca param, mas podem ficar muito tentadoras quando envolverem treinar LeBron James. Fala-se muito sobre um possível projeto de reconstrução do Nets que envolveria um novo dono, uma mudança de cidade, o Coach K e a primeira escolha do draft para convencer LeBron a jogar por lá. Faz bastante sentido, porque o elenco do Nets é muitíssimo melhor do que parece, e pegaria muito bem para o LeBron chegar nos playoffs com um time que quase bateu o recorde de pior campanha da NBA - se beneficiando secretamente de bons jogadores que ninguém sabe que são bons de verdade e, talvez, de um técnico genial. A equipe vai se mudar para o Brooklyn em breve e aí o LeBron estaria em New York como quer tanto o pessoal que vive de propaganda. O primeiro golpe nesse projeto do Nets foi que eles são tão azarados, mas tão azarados, que acabaram com a terceira escolha ao invés da primeira, então não vai ter a tentadora presença de John Wall por lá (deve ir para o Wizards tirar duelo de pistola com a Arenas, mais disso a gente fala depois). Funhé. Ainda assim, é uma possibildade.

Mas existe outro ponto crucial, além do treinador, para que LeBron saia do Cavs: mercado. Cleveland é um lugar famoso por ser uma joça, por estar falido e por "pelo menos não ser Detroit". Em New York, LeBron poderia se tornar um bilionário apenas com vendas de camisetas. Na verdade, se apenas os turistas que visitam o Madison Square Garden tivessem o acesso para comprar as camisetas, as vendas já seriam centenas de vezes superiores ao que são agora, com LeBron em Cleveland.

Essa possibilidade financeira abre um caminho único para LeBron James. Como vimos acima, o que importa na carreira de um jogador são as vitórias. O esporte ficou assim, dependente das vitórias, quando tornou-se uma fonte tão gigantesca de renda para os que trabalham com ele. O esporte é uma empresa, os funcionários precisam gerar lucro. Quando você vê algum vovôzinho falar sobre o esporte poético, sobre o futebol-arte ou alguma coisa emo desse tipo, é porque está falando do esporte amador, ou quase-amador, em que a pessoa pratica aquilo por amor, e a vitória é apenas secundária. Agora, o esportista deve fazer tudo para alcançar a vitória assim como um empresário engravatado, os escrúpulos existem apenas se eles pegarem bem com os clientes e gerarem, por isso, mais lucros. Os ursos só param de ser chacinados pelas empresas alimentícias porque hoje em dia dizer que você é "ecologicamente correto" lhe dá um aumento percentual nas vendas. Do mesmo modo, o Bruce Bowen pararia de torcer tornozelos apenas se isso deixasse a torcida mais feliz, satisfeita e comprando mais camisetas e burritos - mas não é o caso, o que importa é a vitória (como os torcedores do Spurs sabem tão bem). O esporte, como insisto em dizer, é a continuação do mundo, não um universo à parte. Então como fazemos parte de uma cultura obcecada pelo sucesso e pela vitória, esperamos sucesso e vitória dos esportistas pelos quais torcemos, custe o que custar. De novo, o esporte é apenas uma janela, um recorte, pela qual podemos ver melhor o mundo: na quadra fica mais claro como as pessoas só se importam em vencer, fazem o que for necessário, enquanto nas ruas e no escritório ocorre o mesmo mas de forma mais velada. O pessoal se sacaneia para conseguir uma promoção, mas não fala disso no seu Twitter.

LeBron precisa vencer, é para isso que ele está na NBA. Foi isso que ele repetiu diversas vezes na coletiva de imprensa, que é apenas com isso que ele se importa. Mas é claro que não é verdade: ele, assim como todos os outros jogadores e a esmagadora maioria das pessoas do planeta, se importa também com ganhar dinheiro. Todo mundo na NBA procura o maior salário que puder agarrar, o Zach Randolph reclama de ganhar salários menores do que jogadores que ele acha serem inferiores (agora deu pra dizer que quer o mesmo salário que o Pau Gasol, por ser tão bom quanto ou até melhor), e muitas das estrelas que assinarão contratos na temporada que vem procuram "salários máximos", o valor máximo estipulado pelas regras da NBA. Alguns não conseguirão, mas Dwyane Wade e LeBron James, por exemplo, devem alcançar tal marca. É assim que funciona, os melhores vão receber a remuneração devida pelas regras do jogo.

O Knicks tem grana o bastante para assinar duas estrelas de salário máximo, por exemplo. Acaba funcionando como um jogo de videogame em que cada membro da equipe tem um valor em pontos e, pra não ficar apelão, existe um máximo de pontos que cada time pode ter. Mas é aqui que LeBron James pode subverter essa relação universal com o capital. Como um dos melhores e mais famosos jogadores dos nossos tempos, LeBron tem uma oportunidade única na história: ele pode mandar o salário às favas.

Funciona assim: se for para New York (ou para o Brooklyn), por exemplo, LeBron pode re-assinar um contrato milionário com a Nike e outras diversas empresas, ganhando mais do que nunca por estar num mercado de enorme exposição, público e poder de compra inigualável. Um grupo de investidores pode se unir e financiar, em troca de propagandas, um salário de 10 milhões anuais para LeBron, ou até mais. Seria o bastante para que ele ficasse rico, garantisse o resto de sua vida, mantivesse o mesmo padrão biliardário que conquistou. E pudesse assinar um contrato com o Knicks ou o Nets de "apenas" 2 milhões por temporada, ou quanto for o mínimo permitido para veteranos segundo as normas da temporada que vem. Sem mudar um centavo em sua vida, e se realmente "vencer" é aquilo que mais lhe importa, LeBron pode mandar as regras para a privada e competir num Knicks com outras duas estrelas de salário máximo, como Wade e Bosh, por exemplo. Que tal?

Financeiramente falando, LeBron nem precisaria do apoio de investidores ou de assinar contratos publicitários gigantescos, bastaria assinar o contrato de 2 milhões e qualquer um já pode levar uma vida fantástica, nada modesta, para sempre (é só não comprar casa pra todo mundo que cruza o seu caminho e nem apostar 10 milhões num cassino toda semana, né, Antonie Walker?). Diabos, o LeBron pode até assinar um contrato de 5 ou 6 milhões e viver numa casa de ouro com piscina de champagne ainda assim sem quebrar o cofre do Knicks.

O esporte foi completamente tomado pela mentalidade corporativa, onde só importa a vitória, cumprir as metas, e ganhar salários maiores do que se pode engolir ou enfiar na orelha. Quando fazem algo a respeito, é apenas um Karl Malone velho abrindo mão da grana para ganhar um anel desesperado em seu último ano de NBA para não voltar para casa e ser chamado de perdedor por uma legião de fãs que só se importam com a vitória. E se uma grande estrela em seu auge, que ainda não está desesperada, fizesse isso? E se LeBron tivesse coragem para tornar isso uma tendência? Ganharia certamente todos os anéis de campeão possíveis durante a extensão do seu contrato (como perder com Wade, Bosh e D'Antonni), e na hora de assinar novos contratos outros iriam querer (ou teriam que) fazer também. Vale mais a pena jogar com um técnico de verdade, com Wade, com Bosh, sair vencedor de quadra, ou ganhar um salário de 20 milhões anuais? Hein?

O discurso do LeBron só fala em vencer, vencer, vencer. É o único jeito dele se safar dessa legião burra que não lhe para de tacar cocô. Mas até onde ele está disposto a levar esse discurso, ou é apenas um barulhinho que ele faz com a boca para se safar de que pensem que "ele não se importa"? Dificilmente o veremos assinar um contratinho mixuruca, mas da próxima vez ouvirei seu discurso sobre vitórias de um modo diferente, porque ele vai ter escolhido aquilo que lhe cair sobre a cabeça. O único modo de escapar do mundo burro é fazer diferente. Será que ele é capaz?

23 comentários:

Anônimo disse...

Danilo eu pensava que Kobe poderia ter sido inteligente o bastante pra fazer isso que vc sugeriu. O cara já tá podre de rico, mora num lugar que tem muita exposição (Ainda que Los Angeles não seja como Nova York, mas ainda é a California e hollywood), ou seja poderia diminuir o salário e ainda ganhar rios de dinheiro, enquanto o Lakers traria uma outra estrela, mesmo que não fosse de primeira grandeza, mas suficiente para garantir mais uns dois ou três anéis. E o que o cara me faz? assina um contrato máximo exprodindo o teto salarial do Lakers. Não sei se faltou inteligência ou se ele já está satisfeitíssimo com o número de títulos que tem, mas poderia ter feito isso e não fez. Talvez o LeBron encha o dedo de anéis e faça algo diferente. Porém, os caras dão bola demais pra essa questão de salário, que muitas vezes não tem haver com o fato de precisar de mais dinheiro, e sim por orgulho, pra aparecer na Forbes como o atleta mais bem pago do ano.

Heverton Elias

Arthur Malaspina disse...

Brilhante artigo! Parabéns!!

Quanto ao que o Anônimo disse sobre o Kobe... pode até ser mesquinho, mas ele ganha campeonatos com esse time, então acho que o dinheiro falou mais alto mesmo...

renzo disse...

Duas coisas:

1) Não sei se o LeBron já está querendo "apelar" a ponto de montar um big 3 para assegurar um título. Acho que, por enquanto, ele quer ser o "Big 1" e, para isso, entrariam a seu lado apenas bons coadjunvantes e um excelente técnico. Com o avançar da idade, se a seca persistir, aí sim deve rolar uma "operação Malone" para ele.

2) Falando sobre Celtics x Magic... seria muito oportunismo de minha parte dizer que o Carter atualmente se tornou uma espécie de "JOHN SALMONS DE GRIFE"????

Tharso Borba disse...

Brilhante artigo!!
mais queria dizer duas coisas:
1)o nets pode se mudar pro Brooklyn,pro starford,pra ponte de manhatann,pra estatua da liberdade pra onde eles quiserem + o time de nova york será o knicks. nao adianta e uma questao de historia, dos fas,de personalidade da cidade NENHUM time tera o apelo comercial dos knicks é o time,é o ginasio,é a historia deles com a cidade e uma soma de fatores!!

2)se eu fosse o lebron nao gostaria de trabalhar com o Mike D'Antoni simplesmente pq ele nn ganha apesar de ser brilhante quase como o propio lebron brilhante + nao ganhou!!

Anônimo disse...

Arthur, acredito que o Kobe deve ter pensado dessa forma, com esse time eu tou ganhando, vou receber menos pra quê? sem contar que tem a questão de provar pra todos que fui campeão sem mais uma estrela, e já tenho 4 anéis. Bom, mas não seria ruim ele ganhar menos pra ter mais reforço, mas vai entender o que o cara pensa.

Off topic - Enquanto isso o Boston vai comendo o Orlando com azeite e sal. Caso o Orlando não faça Mágica de verdade, essa série fica cada vez mais com cheiro de piaçava.

Heverton Elias

thales disse...

Quem diabos iria para o Knicks?

SOh se o Lebron, o Wade e o Bosh assinassem juntos, ao mesmo tempo e com pacto de sangue no contrato.

OU alguem se esqueceu do Elton Brand passando uma rasteira no Clippers e no Baron Davis ??

Ninguem vai querer o risco de "palavrear" com o Knicks pq um outro cara tbm "palavreou" e depois ver esse outro trocando NY por NJ ou CHI por 1 milhao e meio a mais no fim de todas as 5 temporadas.

Alguem vai cair no conto do vigário e vai ganhar mto dinheiro em NY, mas nao vai ganhar nada na carreira, mas acho improvavel que seja Bosh, Wade ou Lebron.

Caio disse...

mas e a grana que chicago tem, se nao me negano eles tem uma das maiores quantias pra gastar nessa offseason. E ainda o boato que o treinador de kentucky, calipari se nao me engano, que ja treinou o rose em menphis, ia pro bulls, pode ser uma terceira opcao pra lebron.

tbm tem um boato que ele ja comprou uma casa em chicago.

Gustavo disse...

"legião burra que não lhe para de tacar cocô" pior q e isso mesmo, ridículo.

Essa ideia de ele abrir mão de grana pra jogar num time vencedor é genial, + acho q ele não abriria mão de muito, no máximo uns 3 milhões de dolares, é um pensamento muito romântico achar que uma estrela no AUGE abriria mão de muitos milhões.

Acho q quem escolher o Knicks ta fudido, vai chegar num time totalmente cru, sem ninguem, e se o lebron for pra lá vai começar do zero como no cavs, e a gente vai ver o Knicks fazer nos proximos cinco anos o mesmo que cleveland....trocas e mais trocas para agradar o "dono" do time.

O projeto do Nets e fantástico, mais é só um projeto, e muito, mais muito sonhador, acho q o lebron ta de olho msm e no Bulls por enquanto, q vai ter tecnico novo, e um time base bem melhor q os outros concorrentes, com a excelente ajuda do All-Star Rose.

Mais o Lebron vai esperar até os 48 do segundo tempo pra escolher onde vai jogar, e a franquia q conseguir aliar....um bom time que msm sem ele já seja competitivo ( como o Bulls é na minha opinião nesse momento) + Bom tecnico + oportunidade de Ganhar dinheiro + visibilidade, ele vai.

Se não aparecer nenhum time com tudo isso, acredito que o Lebron vai pra onde o Wade estiver ( sério, acredito muito nisso) e é ai que o cavs pode dar o pulo do gato.

não sei muito bem como está a situação financeira do cavs, mas se o NBA2k10 tiver correto, o Shaq ganha 20 milhões e o contrato encerrando, suficiente para tirar o Wade do Heat.

Só o fato de o Cavs um dia cogitar essa contratação, a mesa viraria totalmente a favor de Cleveland.... O Lebron ficaria, e o Shaq sim viraria o " Karl Malone" da vez abrindo mão de grana já q ele já ganhou seu dinheiro e é uma estrela no fim da carreira q teria a chance de jogar ao lado de duas das tres maiores estrelas da NBA, sendo q ele já jogou (e venceu!) com uma delas.

Acho que o Cavs pode até abrir mão do Shaq ( não faria tanta falta) Mas o O'Neal é o unico cara inteligente o suficiente nessa historia todo, pra abrir mão de grana pra estar num time com visibilidade. Um time com Lebron e Wade, se vc der só o dinheiro da condução pro Shaq, ele joga.


Um atrairia o outro... Wade atrairia Lebron, Lebron + Shaq atrairia Wade e Wade+Lebron atrairia Shaq....Loko ne? mais faz sentido ( bom....pelo menos pra mim) fica a dica pro cavs. E vcs Denis Danilo e galera, o q acham da minha teoria? maluca d+? hauahau Parabéns pelo blog, não só pelos textos, mais pela caixinha de comentarios também, aqui rolam conversas tão boas qt os posts, não é a toa q eu to sempre por aqui...

Abraços

Gustavo

Gustavo disse...

Pra complementar, eu acho o time do bulls meia-boca, mais disse q era competitivo, porque eles estão na conferencia leste, e hj conseguem brigar pela oitava vaga, e ainda e o unico time dos q querem o Lebron q tem um jogador All-Star, ok? senão daqui a pouco vai ter gente falando q eu sou doido e acho o time do Bulls ótimo, + dexa eu ir embora pq já falei merda D+ hauahuahauahu

Abraços
Gustavo

Alexandre Estefan disse...

Imagine o Marketing de um cara que leve o Knicks ao título, não dá para comparar com o Nets, não é só o fato de estar em NY, é estar em NY e ser o time do NY.
Agora, ainda acho que Lebron ou Wade vão para Chicago.

Mateus disse...

O duncan ja diminuiu o salario dele e vcs nem o citaram

Danilo disse...

Renzo, você tem certa razão, o Carter é um John Salmons de grife - mas o Salmons é com certeza mais chato.

Tharso e Alexandre, entendo que o Nets em Brooklyn não teria todos esses apelos que o Knicks tem, mas ainda sim se aproveitaria do tamanho da cidade, do poder aquisitivo e dos turistas. Talvez levasse um tempo, mas ganhando um título com LeBron se tornaria fácil a franquia mais lucrativa da NBA.

Caio, o Bulls tem uma grana enorme pra gastar mesmo, mas o problema é que quase não sobrou ninguém no elenco. Além de contratar uma estrela, o Bulls tem que contratar ou renovar todo um banco de reservas. Pode até ser competitivo como o Gustavo disse, mas é fraco e o time agora está pelado.

Gustavo, seu plano faz bastante sentido. Mas mesmo com o fim do contrato de Shaq, assinar LeBron e Wade, por exemplo, deixaria o time muitíssimo acima do teto salarial. Se os dois quiserem contratos máximos, então, trata-se de uma possibilidade quase impossível financeiramente nessa economia. O contrato do Jamison é grande demais pra permitir isso!

Mateus, nunca fiquei sabendo que o Duncan tinha diminuído o próprio salário, senão teria ficado baita contente e comentado. Mas pelo que eu vi, o contrato dele é daqueles bizarros que flutuam, então na temporada que vem vai ser bem menor do que foi nessa, e depois volta a subir. Ou seja, na temporada que vem o Spurs tem mais grana pra contratar alguém. Bacana.

Abraços!

Diego Agrrez disse...

so o knicks salva o lebron!!!!
por mais ridiculo que pareça o MVP da temporada estar com o filme tão + tao queimado q o unico jeito de limpar sua barra é com sucesso no time de mais apelo da liga!!alem disso o knicks deve conseguir atrair bons jogadores simplesmente pq é o knicks e acho q o time ter fedido nos ultimos tempos nao atrapalha tanto pq nao me lembro bem + acho que a campanha do celtics na temporada anterior a contratar o KG e o allen foi ridicula tb!!

Anônimo disse...

O Duncan renovou o contrato dele aceitando uma redução nos valores que recebia. Não foi MUITA coisa, mas já são 3 ou 4 milhões de dólares que dão uma ajuda.

papi disse...

po,

logo depois do post
brown a caminho de cleveland

http://sports.yahoo.com/nba/news;_ylt=Al4WtQdpHDOUqGSgLGcwtoe8vLYF?slug=ys-browncavaliers052410

Felipe disse...

Mike Brown foi demitido :p

Fernando Araujo disse...

Lembram do que eu falei no post sobre a erva do josh??? entao, não quero causar polemica mas pra entender o pq daqueles comentarios meus, releiam caso não lembrem, mando esse link de um caso de fds. sei q é pouco, mas a verdade é q pessoas com cabeça fraca assim estão em todos os lugares.

http://espnbrasil.terra.com.br/patti/post/122909_JA+ACHAVA+MATERAZZI+UM+IDIOTA+AGORA+TENHO+CERTEZA

abração!!!

Anônimo disse...

artigo bacana demais

eu concordo com a idéia de abrir mão de um salário maior para ter mais chances, mas acho q o problema é o cara ficar a temporada toda vendo uns ze mané jogar mal e ganhar o mneso tanto q ele e nao se revoltar

Tharso Borba disse...

só um pequeno edit:
o arenas reduziu o propio salario
no wizards algumas temporadas atras me lembro q na epoca da noticia o pessoal do progama
the book is on the table comentou q era uma situaçao inedita na NBA!

Danilo disse...

Tharso, o Arenas aceitou um contrato de 111 milhões ao invés dos 127 milhões que ofereceram, não foi bem uma redução, ele só aceitou um salário menor do que estava na mesa. Foi bem bacana da parte dele, bastante inédito mesmo, mas ainda assim o salário já era grande demais! Se você pensar que ele praticamente não jogou desde que assinou o contrato, então...

Lucas disse...

LeBron é ASTRO... e todo astro tem uma coisa chamada EGO... ele nunca aceitaria dividir a idolatria da torcida ou o comando do time com Wade e Bosh... LeBron não aceitaria outro "dono" do time... e Wade? aceitaria ser o número 2? a peça secundária? Falar q quer vencer e vencer é muito bonitinho e politicamente correto. Mas na hora de mostrar isso, a coisa é bem diferente... existem outros fatores como dinheiro, ego, fama, idolatria, etc... eu DUVIDO q o LeBron assine com o mesmo time do Wade... e vice-versa... quer ver a NBA ficar boa? Pega o LeBron e mete no Hornets... pega o Wade e coloca no Bucks... aí teremos times fortes o suficiente para acabar com o domínio dos de sempre: Lakers, Celtics e Spurs... isso seria bonito e politicamente correto... mas e aí? qual a probabilidade disso acontecer? NENHUMA... assim como a chance de LeBron e Wade jogarem juntos... EU PESSOALMENTE DUVIDO... NÃO ACREDITO NESSA HIPÓTESE NEM UM POUCO... o LeBron tem mais é q buscar um contrato milionário e ficar com o boi mais na sombra ainda... rsrsrs... a vida é curta... e carreira de atleta é mais curta ainda... não pensemos em romantismo, pq isso não cola... é a minha opinião... abços

Fábio disse...

Cara.. o Lebron ja foi eliminado, é impressionante, me desculpa dizer,mas vc só falta dar a bunda pro cara...ele joga demais e vai ser campeão..nao precisa criar um monte de post gigante defendendo o cara...pelo amor de Deus!!

Danilo disse...

Sabe o que eu também não preciso? Ter um blog sobre NBA!