terça-feira, 13 de julho de 2010

Os reis - Parte 2: LeBron James

Começamos no Bola Presa uma série de 3 artigos sobre o novo Miami Heat. Cada um deles foca em um dos três jogadores que acabam de assinar com a equipe (LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh), analisando o que essa superequipe significa para cada um, para suas carreiras, e como decidiram tornar essa união possível. O primeiro artigo foi sobre Dwyane Wade e seu posto soberano no Heat. Abaixo, o segundo artigo aborda LeBron James, sua infância e as motivações e consequências de sua decisão de abandonar Cleveland.

Antes, LeBron James era obrigado a fazer amor com o lixo do Damon Jones

Ter um blog de basquete às vezes tem suas vantagens. Uma das coisas mais legais que o blog já rendeu foi um presente do nosso leitor Sandro Palma, que resolveu nos mandar, uns meses atrás, um DVD (de capinha personalizada) com o filme "More than a game", sobre o time de basquete de LeBron James no colegial. Para quem não conhece, vai o trailer do filme:



O documentário aborda uma série de aspectos de LeBron James com os quais não estamos acostumados. Ao invés de uma estrelinha com dinheiro nas orelhas e apaixonada por sua própria imagem, podemos ver uma criança pobre, criada apenas pela mãe, sendo obrigada a mudar de casa constantemente graças aos problemas financeiros. Seu maior desespero é ter que mudar de escola, conhecer novas pessoas, fazer novos amigos. LeBron foi uma criança solitária, carente de estabilidade. No basquete, encontrou ainda criança o pilar familiar que é uma equipe de basquete com um técnico apaixonado. Seus companheiros de equipe viraram seus melhores amigos, a ponto de todos eles abrirem mão da escola em que jogavam apenas para manter o núcleo unido quando o armador, nanico, conseguiu garantia de minutos de jogo apenas em outro colégio. Por trás do assédio monstruoso da imprensa, arquibancadas lotadas a ponto do time ter que mudar de ginásio, transmissão de jogos de um time colegial ao vivo na ESPN, garotas histéricas apaixonadas e a certeza de que em breve estaria na NBA, encontramos um LeBron focado em estar com seus amigos acima de tudo. Ele dá o seu melhor em quadra em nome do sonho de seus companheiros de time, do tempo gasto com eles, do objetivo que todos traçaram juntos por anos a fio. É fácil entender como todo o assédio, desde muito pequeno, fez com que LeBron achasse super normal ter uma câmera em sua cara, ser idolatrado e ter seus bagos lambidos diariamente. Todo mundo quer saber dele desde que seu primeiro pelinho pubiano nasceu, então para ele não há nada de bizarro em fazer um pronunciamento sobre onde irá jogar em rede nacional - ou mundial. Pro garoto miserável que escutou desde cedo que era o melhor jogador do planeta, não há outro caminho que não um ego do tamanho do Eddy Curry, mas o documentário mostra claramente como nada disso jamais ficou maior do que seu carinho pela equipe, pela sua família em quadra, e do que seu comprometimento com o objetivo do time: vencer o campeonato. Quem acha que o LeBron se masturba vendo as próprias estatísticas precisa assistir ao filme e ver seu comprometimento com seus amigos. O basquete parece apenas desculpa para poder criar laços, tipo o gordinho que fuma para ter amigos. Calhou apenas do LeBron ser bom demais nisso.

Quando chegou na NBA, LeBron estava num beco sem saída: por um lado, seu time fedia, o elenco era terrível, e ele havia sido draftado para salvar a franquia de uma longa maldição de derrotas; por outro lado, LeBron vinha de um costume de envolver seus companheiros, passar a bola, colocar seus amigos em condições de pontuar. Era preciso dominar os jogos, cravar seu lugar como líder da equipe, assumir a responsabilidade, mas sem matar a coletividade e os laços que sempre foram essenciais no jogo de LeBron no colegial. Seu discurso sempre foi de que ele estava lá pelo time, que o mais importante de tudo é o time, que ele está disposto a se sacrificar pelo time. Mas encontrar o equilíbrio entre jogar pela equipe e dominar os jogos sozinho sempre foi um percurso cheio de altos e baixos. No começo da carreira na NBA, passava muito a bola em jogadas decisivas. Em alguns momentos, era o passe certo a se fazer - mas encontrava, livre, algum jogador mequetrefe que nunca deveria estar decidindo uma partida. Desconcertadas, as pessoas criticavam LeBron duramente porque não era assim que Jordan, Kobe e os grandes jogavam, ele estava amarelando. Levou um tempo para que ignorasse os companheiros e resolvesse os jogos sozinho, como fez tantas vezes nos playoffs - como bem sabem os torcedores do Wizards e do Pistons, por exemplo. Mas também ousou colocar uma bola decisiva cirurgicamente nas mãos de um zé-ninguém como o Damon Jones, que por acaso deu certo, mas se tivesse dado errado ele seria novamente o amarelão que não decide jogos e apostou num jogador que fede muito. Já foi criticado por tentar vencer sozinho, forçar o jogo, e já foi crucificado por em jogos decisivos insistir em acionar os companheiros quando ninguém queria jogar, sobrando para o Varejão (e suas duas mãos esquerdas) arremessar bolas importantes. Já disse por aqui que jogadores como Kobe e LeBron não podem vencer, serão sempre criticados tanto pela individualidade quanto pelo jogo coletivo, mas para LeBron essa questão sempre foi mais dolorosa justamente por seu tempo de colegial. Ele quer jogar pela equipe, pelos seus amigos, não quer ficar monopolizando ou decidindo sempre o jogo. A NBA, como sempre, lhe fez à imagem e semelhança dos outros jogadores, dos outros grandes do passado, dos anseios dos fãs por uma reprise, um "revival", uma nostalgia.

De modo algum podemos afirmar que não existe ego. Desde o colegial, dizem ao LeBron que ele é deus, que pode andar sobre a água e multiplicar pães, e quando repetem muito qualquer coisa, fica difícil não acreditar. Por isso tem gente de saco cheio de tanta babação de ovo, indignada que o LeBron não seja tão bom (afinal ele não curou a AIDS ainda nem acabou com a fome na África), que ele fique cantando durante os jogos, que ele tire sarro, se ache o máximo nas entrevistas, tome decisões em rede nacional. Acham que ele é pura imagem, fazendo aquelas micagens de circo se fingindo de fotógrafo durante o aquecimento dos jogos, quando seus companheiros de equipe fazem poses engraçadinhas e o LeBron comanda a festa com uma câmera imaginária nas mãos. De fato, essa geração é fascinada pela imagem - especialmente a própria imagem. Ela é também uma geração mais descontraída, brincalhona, desbocada. Mas LeBron parece mais interessado no conceito de estar entre amigos numa quadra de basquete. Relatos sobre suas ações nos bastidores, nos vestiários, são de um jogador tirador de sarro que trata todo mundo como família, leva pra casa, convida pra jantar com a esposa. Ele é mais irmão do que líder e sempre deixou claro que se divertia em quadra ao lado dos companheiros.

É fácil entender o motivo de sua estadia em Cleveland ter terminado. O jogador individualista e narcisista que alguns enxergam está, na verdade, de saco cheio da pressão brutal de ter que decidir e ser criticado por qualquer postura que tomar em quadra. Mesmo com um elenco decente, o Cavs sempre foi claramente um projeto mal feito de feira de ciências. Desde a chegada do LeBron ao time, sempre apontamos que os engravatados do Cavs estavam dispostos a fazer qualquer troca para mostrar serviço, mesmo que essa troca não fizesse nenhum sentido. Algumas deram improvavelmente certo, como a do Mo Williams, outras deram muito errado, como a do Jamison, mas no fundo nenhuma delas fazia muito sentido lógico. O time foi montado com peças aleatórias que se encaixavam como dava, com um dos piores técnicos da NBA, e LeBron precisava resolver sozinho para vencer, correndo o risco de ignorar o elenco, ou então envolver os outros jogadores e perceber que todos preferiam que LeBron tivesse segurado a bola e arremessado sozinho. Ele quer alguém pra passar a bola, alguém para dar a assistência para a última bola ao invés de ter que arremessar sempre, quer confiar nos companheiros, e mais: quer ser melhor amigo dos companheiros de equipe, recriar seu time de colegial, resgatar seu estilo de jogo coletivo, se divertir com seus 'familiares" em quadra. Assim, o destino do Cavs foi traçado na falta de um plano para o futuro que pensasse em atrair e assinar estrelas e liberar espaço salarial ao invés de fazer trocas das mais diversas, aleatórias. Também foi traçado em 2008, quando LeBron foi campeão olímpico.

A seleção dos Estados Unidos tinha LeBron, Wade e Bosh, uma rara oportunidade dos três jogarem em uma equipe com talento. Ficou bem claro que os três adoraram a oportunidade, com o Wade inclusive topando vir do banco de reservas já que o talento transbordava em todas as posições. Mas fora das quadras as coisas funcionavam ainda melhor. Wade e LeBron já eram grandes amigos desde que se conheceram pouco antes do draft em 2003, trocando suas experiências de novatos sempre que podiam. Em 2006, já iam na casa um do outro (e ao cinema) todas as vezes em que suas equipes se enfrentavam. Só que nas Olimpíadas, passando mais tempo juntos, viram que suas afinidades eram ainda maiores no ambiente de trabalho. Começaram aí a perceber quão legal pode ser jogar ao lado de grandes jogadores, e quão legal é jogar com melhores amigos. Como Wade e LeBron estão entre os 5 melhores da NBA (talvez entre os três?), jogar juntos dá conta dos dois fetiches ao mesmo tempo. Como o Cavs, em toda sua falta de planejamento, poderia lidar com isso? Tanto LeBron quanto Wade assinaram extensões menores de contrato, típico de jogadores em times perdedores, que não querem arriscar ter que ficar na merda sem motivo. Foi o acaso que fez os dois estarem em times que não ganharam nada, em que seus esforços individuais tiveram resultados limitados e duramente criticados. Foi o bom senso que fez LeBron, desejoso de passar a bola para amigos, e Wade, o cara que topa vir do banco na seleção americana, pensarem em jogar juntos.

Jogar ao lado de duas grandes estrelas, dizem, diminuirá o impacto de LeBron nos jogos e, portanto, na história. Ele não será tão grande se não vencer sozinho. São visões bastante limitadas do que são os grandes jogadores e de como eles vencem campeonatos, claro, a lavagem cerebral dos anos 80 e 90 foi bastante forte. Basta voltar ao documentário "More than a game", ao colegial de LeBron, para ver que suas prioridades são outras. Ele quer ser o melhor jogador de todos os tempos, fato, mas nunca quis fazer isso sozinho. Seu estilo de jogo é outro. Vai se colocar na história como um vencedor, caso a junção com Bosh e Wade dê certo, e deixar para os chatos decidirem se foi apelação ou não, se vale ter ajuda ou não. Enquanto isso, estará finalmente de volta ao seu estilo de jogo ideal, ao modo como gosta de conduzir as partidas, a uma quadra com seus melhores amigos. Laços familiares são mais importantes para o LeBron do que tentar vencer sozinho batendo a cabeça em Cleveland - a cidade que caiu matando quando ele perdeu nos playoffs porque se negou a "dominar sozinho" e começou a passar para o lado. A cidade que vaiou duramente uma apresentação de LeBron que fechou a temporada com um triple-double.

LeBron e Wade queriam jogar juntos, mas precisavam encontrar um lugar em que isso fosse possível. Wade e Bosh já estavam, por sua vez, decididos a estar no mesmo time. Então foi apenas o caso de ver se acomodar os três salários seria possível em algum lugar, ou se teriam que deixar o sonho para outra ocasião. Quando Pat Riley se encontrou com LeBron e lhe ofereceu tratamento especial no ginásio para seus amigos (lugares, comidas, livre acesso, tudo como tinham em Cleveland) além de vagas de emprego para familiares e amigos mais próximos, ficou claro que o lugar ideal era Miami. LeBron estaria ajudando amigos dentro e fora das quadras, estreitando laços, tirando a pressão de seus ombros e voltando à sua zona de conforto em quadra, que ele perdera desde seus tempos de colegial.

Para LeBron e para Wade, a união faz muito sentido. Achar que LeBron não se encaixará nessa equipe é beber demais em preconceitos e não lembrar de como ele era ao chegar na NBA, antes de ser duramente forçado a assumir um papel que nunca lhe pareceu confortável. Podemos esperar um aumento grande de sua média de assistências, talvez até de rebotes, e ele estará mais perto do que nunca de uma média de triple-double na temporada. Desequilibrante. Esse é o único problema da decisão de LeBron, Wade e Bosh, ela desequilibra o jogo. No dia 1o de abril de 2006, Heat e Cavs se enfrentaram: LeBron terminou o jogo com 47 pontos, 12 rebotes e 9 assistências, enquanto Wade teve 44 pontos, 8 rebotes e 9 assistências. O quarto período foi sensacional, com LeBron marcando 16 e Wade marcando 21. Os dois estavam nitidamente num negócio deles lá, muito pessoal, rindo das cestas um do outro, se desafiando a fazer os pontos mais impossíveis, a meter mais bolas de três, a dominar mais o jogo. Duas das atuações mais impressionantes que eu já vi foram essas, uma contra a outra, justamente porque estavam se forçando a superar o outro. Um grande jogador obriga o adversário a ser ainda melhor, e no caso dos melhores da NBA, essa melhora forçada parece não ter teto, parece ser possivelmente infinita. É como se LeBron fosse o Goku e cada combate obrigasse ele a ser ainda melhor, lhe desse cada vez mais possibilidades de ser um super sayajin. É triste saber que os dois estarão agora do mesmo lado, principalmente por isso: além de não se forçarem a melhorar, de não haver o confronto que os levou tão além de seus limites com o passar dos anos, também veremos um time forte demais e que pouco sofrerá com a maioria das outras equipes da NBA. Será incrível ver o entrosamento do trio, mas perderemos grande parte dos melhores confrontos, dos embates pessoais, das partidas com dois malucos tendo que fazer mais de 40 pontos por uma chance de vitória. O Goku vence um adversário e faz questão de deixá-lo vivo para que volte depois ainda mais forte e seja um desafio ainda maior, mas não dá pra culpar uns coitados (que jogam 82 partidas no mínimo por temporada) por quererem diminuir ao máximo o desafio que enfrentam. Uma hora pode ficar fácil demais, aí eles vão jogar baseball, mas depois de tanto esforço em vão, eles querem mais é que os próximos anos sejam bem facinhos. Não serão, ainda existem equipes que podem bater de frente com o Heat, mas LeBron será espetacular num esquema tático real, com técnico de verdade, em que possa passar a bola com a frequência que ele gostaria de ter feito desde que chegou à NBA, quando jogava de PG e sequer tinha a quem servir no time. Dependendo das circunstâncias, pode jogar de armador principal por boa parte dos jogos outra vez sem nenhum problema. O que não veremos, no entanto, serão mais jogos em que fará 47 pontos com o Wade marcando 44. Por sorte, podemos ver esse confronto dos dois em 2006 no YouTube, que tem todo o quarto período para assistir. A primeira das quatro partes desse vídeo dá pra ver abaixo:



Ainda em 2006, quando o Cavs saiu dos playoffs, LeBron afirmou categoricamente: "Se há um cara que eu quero ver ganhando um anel de campeão, além de mim mesmo, é o Dwyane Wade". A relação sempre foi de carinho e admiração. Entraram na NBA juntos, com posturas parecidas em quadra, egos gigantes que não influenciam o modo de jogar, bom humor, e talentos absurdos. É difícil pensar em outra dupla tão forte na história da NBA, e com o diferencial de serem melhores amigos, estarem loucos para jogar juntos, terem feito isso por conta própria e não necessidade, troca, obrigação ou desespero de fim de carreira. Outros supertimes já foram montados, mas nunca - nunca mesmo - com estrelas desse naipe no auge de suas carreiras. LeBron sonha com isso desde seus tempos de moleque, na sua cidade natal, quando abriu mão de sua escola e foi jogar numa de branquelos metidos a riquinhos apenas para ajudar um amigo. Na final da NBA, continuará passando a bola - mas dessa vez não será para Varejão ou um Jamison que, diabos, se nega a arremessar. Na dupla, os dois poderão decidir. E isso porque sequer estamos falando de Bosh, também em seu auge, também entre os 10 melhores, também lá por escolha própria. São três reinando nisso, com tudo para deixar os egos fora da quadra. Mas do Bosh trataremos amanhã, para fechar essa trilogia.

29 comentários:

Etevaldo Marciano disse...

O técnico do Heat não é bem um técnico de verdade, tanto que se fala do Pat Riley por trás dele...

Hilton Silva disse...

Eu não entendo como que tudo o que Lebron faz é uma coisa boa e apenas pensando no próximo.

Ele é uma pessoa muita boa!!! Não, melhor que isso, ele é um santo. Temos que avisar a igreja católica.

Outra coisa que não entendo é como que os títulos do Kobe no inicio da década é tão desvalorizado, e já com o bondoso e caridoso Lebron não será a mesma coisa.

São dois pesos e duas medidas diferentes...

Daniel disse...

Bosh entre os 10 melhores jogadores da NBA .. é forçar a barra.

Danilo disse...

Hilton Silva, o LeBron é um ególatra. Como, aliás, 90% dos jogadores da NBA. O LeBron é até mais apaixonado por si mesmo do que a imensa maioria, é um chato. Não faz muito pensando nos outros. Mas se sente mais confortável, em quadra, colocando a bola nas mãos dos companheiros. É questão de estilo de jogo - estilo que foi mudando, à força, desde que entrou na NBA. É só isso.

Sobre desvalorizar os títulos do Kobe, besteira. Os infelizes que fazem isso vão desvalorizar igualmente qualquer coisa que o LeBron fizer agora. Nenhum dos dois é bonzinho, nenhum dos dois vai ganhar sozinho, e nunca deveria existir um problema com isso. A comparação é inútil, de onde ela surgiu? De onde veio tanto ódio nesse coraçãozinho?

Daniel, você tem total razão. Entre os 10 melhores de garrafão pode ser?

Cristhopher Weiss disse...

Eu considero o Bosh entre os 10 melhores sim, sem sombra de dúvidas...

Quanto ao Lebron, não acho que a atitude dele(que sinceramente, avaliamos com base em um filminho, o que já nos deixa sem uma fonte 100% verdadeira) no colegial possa ser tomada como padrão para o seu perfil atual. Muitos anos se passaram... Muita coisa mudou desde que ele entrou na NBA(como foi dito no texto postado pelo Danilo) e esse simples fato eu já considero suficiente para acreditar que a mente do Lebron atual já não pensa como a mente do jovem de 16/17 anos... Vejam bem, minha idéia não tem como intenção agredir ou minimizar o caráter do Lebron, ou duvidar da real influência que seus laços de amizade tem sobre suas decisões no basquete, só acho que o Lebron menino não pode ser tomado como parâmetro para avaliarmos as atitudes do profissional e já crescido James.

Renon Junior disse...

Acho besteira gastarmos linhas e toques pra dizer o que será LeBron, Wade e Bosh juntos. Vamos esperar pra ver. Será um time forte, sem dúvida, mas colocá-los como campeões e tornar o título obrigatório é menosprezar as outras equipes. O Lakers é o grande favorito, ainda mais que Kobe encontrou nesse supertime a motivação que precisava pra ganhar mais um anel. Isto considerando que não tenha ninguém no leste capaz de esfriar o Heat.
Eu concordo com a análise, porém com o pé atrás se LeBron não se tornará mais mala. Se bem que pra crítica, (os LeBron haters), qualquer atitude dele neste momento, até mesmo a humildade, soará como argumento para mais críticas.

Mateus disse...

O Bosh era reserva na olimpiada de 2008, o Power Forward titular era o Carmelo. e o LeBron eh maior e mais forte que a maioria dos jogadores da liga. Quando ele vai aprender a jogar de costas para a cesta? Esse eh um ponto que pode ser negativo num time tao bom, o jogador pode perder a vontade de melhorar

Arthur Malaspina disse...

Espero mesmo que o Heat monte um elenco foda pros 3 poderem propiciar o show que todo mundo espera...

Anônimo disse...

O que foi abordado no texto é que as atitudes dele são exatamente as mesmas dos anos do colégio.
Isso que eu entendi.

Farinha disse...

Danilo, bela análise. Olhar o James em perspectiva histórica permite falar do seu futuro com mais propriedade. Porém, tenho uma crítica.

Sua análise se fundamentou no que se passa dentro da cabeça do LeBron. O modo como ele pensa, a ideia de que seu jogo ideal é orquestrando o time, sem ter a responsabilidade de decidir.

Mas não é um risco tentar advinhar o que passa dentro da cabeça dele?
Como você chegou a tais conclusões, através dos discursos dele?

Reitero a crítica feita a Weiss e acredito que não dá pra afirmar que ele deseja voltar ao mesmo contexto da época do Colegial, uma vez que toda essa hipervalorização do herói que o Lebron representa para NBA dificulta - para não dizer que impossibilita - concluir o que ele tem em mente.

Por isso, não que podemos falar de um LeBron James disposto a assumir papéis secundários na equipe, ainda mais caso o Miami não comece a temporada destruindo os adversários.

Só porque quando ele era adolescente e de dispôs a dar um "passo atrás" em prol dos seus amigos isso não significa que ele esteja disposto a fazer o mesmo em Miami.

Anônimo disse...

Acho que LeBron está disposto a ser um novo Jason Kidd ( em relação aos números) Vai controlar a bola, terá muito mais assistências, mais rebotes, só não precisa mais liderar em pontos.

cARLOS disse...

Eu queria mesmo era o Kidd de PG do Heat pra esse time ficar ainda mais parecido com o time campeão olímpico...

Só queria avisar que chegou a camisa do Celtics que eu ganhei do prêmio das finais mas fiquei com dó do entregador que teve que vir de Barueri pra entregá-la....

Abs,

Ronald disse...

Puta que paril nem consegui terminar de ler. Fiquei enojado no meio do artigo. Serio mesmo sem comentarios.

Eric disse...

Em meio a Summer League que ocorre em Las Vegas, o principal dirigente da NBA, David Stern, anunciou que o Cavaliers irá ser multado em 100 mil dólares pela carta que o dono da equipe, Dan Gilbert, publicou após o ex-jogador da franquia, LeBron James, anunciar sua saida do time.

Além desse anúncio, Stern ainda deu sua opinião sobre toda essa situação, após falar mal da carta de Gilbert, ele disse que James também tem culpa:

"As pessoas que aconselharam James a fazer esse programa na ESPN e sugeriram ele a levar essa situação do jeito que foi, estavam totalmente erradas, foi um conselho pobre." Disse David Stern.

Stern ainda comentou que a decisão de James de não ter avisado o Cavaliers que iria sair da equipe antes do programa: "Ele deveria ter anunciado ao Cavs antes, isso eu não tenho dúvidas." Completou Stern.

Eric disse...

Farinha, acho que ele chegou a esse conclusão através do que foi o jogo do LeBron no colegial,e o quanto ele evoluiu daquele ano pra hoje,não através da "mente" dele.

Eric disse...

http://www.youtube.com/watch?v=QR83rjgxki4 ,Olhem esse vídeo, HAHAHA.

Bola Presa, olha só,um bom vídeo pra tirar a poeira do tumbrl. (:

Denis disse...

Etevaldo Marciano, o Eric Spoelstra é um técnico de verdade sim. E dos bons. Ele é jovem e muita gente fala que o Pat Riley pode tentar pegar o lugar dele como fez com o Stan Van Gundy em 2006, mas isso não quer dizer que o cara é ruim.

Ele estuda basquete faz tempo e conquistou seu espaço no Heat aos poucos, mostrando-se competente em todos os cargos que teve antes de ser técnico principal.

Fizemos uma análise bem humorada do Spoelstra antes da sua temporada de estréia, lá contamos um pouco da sua história:

http://bolapresa.blogspot.com/2008/09/anlise-dos-tcnicos-diviso-sudeste.html

David disse...

Volto com gosto de gas a participar do blog, depois de uma contribuicao unica quando comentei sobre as previsoes do heat para 09-10. Como torcedor doente do heat ha 11 temporadas, to me sentindo muito bem, obrigado.
Danilo, parabens pelo post sobre wade. Fico impresionado como consegue resumir tao bem a maioria dos jogadores, mesmo nao semdo do seu time. Falo como um auto-entitulado "especialista" em wade e heat, com ciumes.

David disse...

No comentario da temporada passada, falavamos muito sobre o planejamento de alguns times para "a disputa" dos free agents desse verao (ou melhor, inverno, porque aqui em PE ta chovendo pra c.). O Heat chegar nessa pre-temporada com apenas beasley e chalmers contratados é sim um grande trabalho de pat riley ("the manager") e seu staff. E nao de Wade, que chegou a ficar tentado em ir pro bulls, pra o meu (semi)desespero. Mas de verdade, sem frescura, todo torcedor do heat fica sempre esperando riley tirar um coelho da cartola. E ele dessa vez tirou 3.
Pessoal, é muita emocao. Quando li o post no sun-sentinel.com, atualizado 7 min apos "the decision": ´lebron decides to join wade and bosh´, me senti tao euforico como se tivesse tomado um estimulante, um suco de frutas gummy, ou recebido um telefonema da alinne moraes me chamando pra jantar. Que p. era aquela?!

Depois os nervos vao acalmando, voce passa boa parte do dia seguinte acompanhado as analises na internet e se organiza pra finalmente instalar o NBA2K10 no notebook, pra poder jogar em qualquer lugar.

Eric disse...

o Beasley foi trocado,acho.

Denis disse...

O Beasley foi trocado sim, mas o comentário do David tá certo, o Beasley estava no Heat no começo da offseason, foi trocado apenas depois que LeBron, Wade e Bosh tinham decidido ir para Miami.

Abraços!

David disse...

Engraçado que apesar de tudo (tudo = 3) percebi uma melhor expectativa no post, sobre a quimica entre os jogadores rolar ou nao, do que a que o meu proprio otimismo tem proporcionado. Vai ver é um mecanismo de defesa pra o caso de nao dar certo (deus nos livre). Mas quando lembro da media de assistecias de wade e lebron, fico mais tranquilo.
Porem discordo quado diz que a nba perde mais do que ganha com a uniao dos 3. Em poucos dias, essa ja é a pre-temporada com maior numero de ingressos vendidos. Talvez a NBA seja mais falada aqui no brasil, ou em qualquer lugar do mundo, do que nunca foi. Ou pelo menos desde MJ. O globo esporte vai reservar o espaço fixo para o basquete!... Peraí, pra que isso....
Enfim, como ja foi muito bem dito acima, que motivacao maior para kobe ganhar outro titulo do que essa? Ja perguntaram ao Boston ou ao Orlando o que eles acham do ja ganhou? O que o BJ Armstrong deve estar sentindo como ex-elenco de apoio?!!

Por falar em elenco, ja estamos tomando conta dos complementos. Mike miller é amigo de lebron e um jogador que sabe fazer de tudo um pouco, inclusive com alguns triple doubles noutros tempos. E se arremessar metade desse video ja ta bom demais (http://www.youtube.com/watch?v=zjKk092NupI).
Conseguimos fechar com Udonis Haslem ("the glue") ontem, o que é a melhor noticia desde os 3. É o cara do jogo coletivo, para o time, um guerreiro no rastro de Zo e leal escudeiro de wade.
Esses dois conseguimos graças a manobras financeiras com raptors e cavs (sign and trade), mais um credito de Riley e cols.
Hoje fechamos com Z. Ilgauskas e amanha provavelmente com Juwan Howard, que o Heat queria desde 96, quando era craque, e agora leva 20% da potencia.

Acho que vamos fechar a power rotation com Joel Anthony (restricted free agent), canadense de braços longos especialista em tocos (e so isso...) e talvez o Big Cat, que é o atual street fighter Jamal Magloire.

Depois vamos ao resto do elenco (SF e guards). Nem é preciso pressa, porque tao fazendo fila pra jogar no Heat (pelo menos os que so vao pegar o minimo, pois so resta essa possibilidade). Mas acho que a maioria das solucoes vao ser caseiras mesmo.

Pessoal, desculpem a extensao dos comentarios, mas é que a empolgacao é muita ("the empolgation").
Espero ver esse time do heat treinando bem muito, com o bom tecnico spoelstra, e acho que todos deviam torcer por isso. Se eles realmente se dedicarem, essa troca vai ter sido boa pro basquete, sim.

Abraços.

David disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
David disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gustavo disse...

Mais uma ótima analise do Danilo, trilogia muito boa, estou na espera pela do Bosh.

Quanto a quem questionou por ser uma analise feita de como o LeBron pensa... o comportamento do Lebron apontado no texto, a própria psicologia explica, é um típico comportamento de FILHO ÚNICO!

Reparem no dia a dia de vcs como geralmente os filhos unicos dão mais valor as amizades do que os outros.

LeBron assim como toda criança que não tem algo na infância ( Pai, irmãos) é carente disso, e acaba dando mais valor as pessoas que conhece e se identifica, como colegas de trabalho e companheiros de time.

Não tenho duvidas de que LeBron realmente pensa como o Danilo explicou.

Parabéns

Farid Tranjan disse...

O filme "More Than a Game" é muito maneiro. Assisti depois de ler esse artigo. Muito interessante pra entender o LeBron. Ele estava acostumado a vencer, e mesmo algumas derrotas que ele teve mais novo acho que foram importantes pra ele. Realmente, essa ida pro Heat foi uma forma de resgatar a época de colégio dele. Daqui a pouco ele vai colocar os amigos pra jogar com ele.

Anônimo disse...

O texto tá excelente Danilo, realmente um perfil psicológico muito apurado do LeBron. Mas apesar de todas as questões envolvendo amizades e tal, acredito que o LeBron se juntou ao Wade porque quer vencer e vencer rápido. Acredito que isso teve mais peso do que qualquer outra coisa. Claro que na posição dele ele pode escolher entre vencer rápido e vencer rápido jogando ao lado dos amigos.
Não acredito também nessa coisa de que o LeBron é um ególatra incensível assassino de criancinhas. Acredito que ele tem um ego comum a qualquer outro jogador famoso, mas muito menor do que por exemplo Kobe. Se ele tivesse um ego inflado demais nunca iria aceitar em jogar num time "bombado" onde seria coadjuvante. E por isso não acredito nesse lance de que o Miami vai implodir pela briga de egos. Como já disse aqui, essa questão dos egos só ocorrerá, na pior das hipóteses, daqui há uns quatro anos caso alguns deles sintam-se incomodados por vencerem jogando com superestrelas. Eu digo na pior das hipóteses porque talvez nem assim esse time imploda. Acredito que vai ser uma dinastia muito longa e por isso concordo com seu ponto de vista de que a coisa vai ficar meio sem graça. Mas, é só o começo, vamos esperar e assistir.

Heverton Elias

Cristhopher Weiss disse...

Lebron coadjuvante?

...

Luis disse...

Primeiro de tudo, lebron esta longe de ser um jordan! Primeiro: ele precisa ganhar um titulo sendo o principal jogador do time, coisa que ele provou nao conseguir, pois durante sete anos o cleveland construiu ao redor dele, e ele AMARELOU nos playoffs, errando LANCES-LIVRES em horas decisivas!! ISSO E AMARELAR! JOGADOR DE ALTO NIVEL NAO ERRA LANVE LIVRE EM MOMENTO DECISIVO ( a nao ser o shaq). Segundo: conduta fora de quadra. Alguma vez o kobe foi visto dancando do lado de for da quadra DURANTO um jogo? ou o jordan? Algum dos dois disse que era o melhor jogador e pontuador da liga facilmente??
Eh por isso que ele nunca sera um grande jogador, ele tem que ganhar primeiro, pra depois poder falar alguma coisa!