quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Jogadores Estudiosos


Vince Carter na universidade Smurf


Nós recebemos toneladas de perguntas todos os dias no nosso glorioso Both Teams Played Hard. Algumas são pura trollagem, outras perguntas de iniciante, muitos pedidos de comparação entre jogadores, perguntas de relacionamento, música e até perguntas interessantes de verdade! Uma delas eu achei tão legal, mas tão legal, que achei que renderia um texto, não uma resposta.

Olha o que algum anônimo mandou, foram duas perguntas, na verdade:

"1. Vocês sabem de algum site em que diz o que os jogadores da nba se formaram na universidade? não precisa ser todos, só as estrelas e tal

2. como é a relação dos jogadores universitários que são cotados pra ir pra NBA e a universidade? eles realmente estudam e tal, tipo o Jeremy Lin ou simplesmente estão lá pra jogar e os professores fazem vista grossa sobre a nota deles?"

São questões pouco abordadas e que vale uma discussão, um ótimo tema para um post nesse momento complicado da offseason em que a maioria das contratações já foi comentada e faltam umas duas semanas para começar o Mundial da Turquia.

Muitas estrelas da atualidade nem passaram pela faculdade. No passado alguns jogadores pularam o basquete universitário, como o grande Moses Malone já nos anos 70, mas eram casos raros. No meio dos anos 90, porém, começou a virar febre. E com o sucesso de jogadores como Kevin Garnett e Kobe Bryant, explodiu. Tanto que podemos observar no começo da década de 2000 um fato muito curioso e que hoje parece impossível, de 2001 até 2006, apenas um jogador universitário foi a primeira escolha do Draft! Em 2001 Kwame Brown foi direto do colegial, assim como LeBron James em 2003 e Dwight Howard em 2004. Em 2002 Yao Ming foi o primeiro direto da China e em 2006, Andrea Bargnani, direto da Itália. Somente em 2005 o Andrew Bogut foi o escolhido. Ele, apesar de ser gringo, australiano, jogava basquete universitário nos EUA.

Logo depois disso surgiu a regra de que os jogadores deveriam jogar pelo menos um ano de basquete fora do colegial e ter pelo menos 19 anos antes de poder jogar na NBA. Tirando Brandon Jennings, que foi jogar um ano de basquete profissional na Itália, a maioria opta por fazer o "one-and-done", jogar um ano de basquete universitário e depois ir para a NBA. Dizem que é por facilitar e não reclamar de quem faz esse tipo de escolha que a Universidade de Kentucky tem conseguido tantas estrelas do colegial em suas equipes. Ou seja, a atividade tanto já virou rotina que até tem seus especialistas.

Entre as novas estrelas da NBA é bem comum ver várias que jogaram só um ano de NCAA, como Kevin Durant, Derrick Rose, Greg Oden, OJ Mayo, Kevin Love, Eric Gordon e Tyreke Evans. No draft desse ano foram 7 jogadores de apenas um ano de faculdade a serem escolhidos na primeira rodada, incluido dois do Top 3, John Wall e Derrick Favors.

Em teoria isso quer dizer que a maioria dos jogadores mais conhecidos vão para a NBA longe de ter um diploma, que em geral só sai depois de 4 anos de estudo. Mas na prática só quer dizer que os diplomas são conseguidos de maneira diferente. Tem virado tendência nos últimos anos os jogadores voltarem para a faculdade entre uma temporada e outra para as chamadas "summer classes", cursos de verão para quem não pode frequentar a faculdade no ano letivo comum. Alguns também fazem cursos à distância. Pelo o que o New York Times apurou, 45 jogadores da NBA (10% da liga) voltaram para a faculdade nos últimos meses, os times campeões foram o Warriors e o Thunder, dois dos times mais jovens da liga, com 3 cada. Um deles, Russell Westbrook, disse que são duas as principais razões: primeiro dar um bom exemplo para os mais jovens, no exemplo dele, um irmão mais novo. E depois para se prevenir, já pensando em um futuro emprego após a carreira no basquete.

A primeira reação de quem lê isso é "Futuro emprego? Mas os caras são milionários!" e esse pensamento faz todo o sentido, já que a média da liga é de 5,8 milhões de dólares por jogador a cada temporada. Mas a NBA Players Association fez um estudo que indica que 60% dos jogadores acabam falindo 5 anos após a sua aposentadoria. O principal motivo, claro, é a irresponsabilidade. Eles querem gastar a grana que ganham em coleções de carros, casas e jóias. Depois é a vontade de ser super-herói. A maioria é de família pobre ou de centros urbanos menos desenvolvidos, aí querem aproveitar que se deram bem na vida para arrumar a vida de todo mundo. Além da sua casa de luxo e do seu Mercedes, querem dar carros importados e casas de muitos dormitórios para os irmãos, mãe, avó, para o grupo de amigos do ginásio e etc. Sustentar essa vida por um tempo é fácil, mas depois não dá mais. Como disse o ala Jason Kapono, "A carreira de um jogador vai em média até uns 30 e poucos anos, a expectativa de vida até os 80. O dinheiro precisa durar mais 50 anos".

Um exemplo do gasto absurdo que esses jogadores tem foi dado pela própria associação de jogadores, que disse que o Shaq gasta 18 mil dólares por ano só com as contas de TV a cabo de todas suas casas. Claro que ele está bem acima da média, já que por anos ganhou mais de 20 milhões de dólares por temporada, mas mesmo assim mostra bem como estamos tratando de cifras insanas. Também não dá pra esquecer de dois jogadores que já foram dos mais bem pagos da NBA e voltaram da aposentadoria para jogar só pelo dinheiro, Antoine Walker assinou com um time de Porto Rico e Scottie Pippen disputou alguns jogos com um time da Finlândia.

Esse medo de ficar sem dinheiro deve aumentar o número de jogadores da NBA com um diploma, hoje são apenas 21% dos jogadores que terminaram a faculdade. Entre eles existem duas histórias mais comuns. O primeiro grupo é daqueles que continuou a faculdade mesmo depois de entrar na NBA. Como dissemos antes, eles fazem aulas na offseason, online, e vão completando o curso aos poucos. O segundo grupo tem principalmente os jogadores menos conhecidos, são aqueles caras que entraram em uma universidade sem ter muito nome e precisaram usar os 4 anos de faculdade para conseguir chamar a atenção da NBA e entrar no Draft.

O exemplo mais famoso de um jogador com diploma é o do Tim Duncan. Ele chegou na Universidade de Wake Forest reconhecido como um grande jogador e lá se consagrou, poderia ter pulado para a NBA após qualquer ano de faculdade, mas não o fez por uma promessa. Um dia antes de Duncan completar 14 anos sua mãe morreu de câncer de mama, mas não antes de ter feito o filho garantir que iria para a faculdade e a faria até o fim.

O Duncan é formado em psicologia. Apesar das obrigações e viagens que o time tinha que fazer, frequentou todas as aulas, teve boas notas e até fez aulas extras que não precisaria, como literatura chinesa. É um exemplo claro do que diz Debbie Rothstein Murman, diretora de carreira da União dos Jogadores da NBA. Ela afirma que ao serem obrigados a fazer pelo menos um ano de faculdade, os jogadores são forçados a conhecer outras coisas, outras áreas e eventualmente encontram outras paixões além do basquete. Depois do exemplo para os mais jovens e o dinheiro existe um terceiro fator que talvez seja o mais importante, alguns gostam da coisa e querem aprender.

Para os que gostam do ambiente universitário talvez o ideal fosse fazer os 4 anos diretos, como o Duncan, sem precisar de aulas na offseason, mas aí a história do Jerry Stackhouse serve como bom exemplo para entendermos as motivações dos atletas. Durante o segundo ano de faculdade do Stack, sua mãe foi diagnosticada com câncer de mama e a família não tinha dinheiro para pagar o tratamento. Ele então foi para o Draft da NBA, foi escolhido e usou o dinheiro do seu primeiro salário para pagar o tratamento. Não deve ser fácil para eles ver a família passando por dificuldades financeiras ao mesmo tempo em que recusam a chance de ganhar milhões por ano.

O Stackhouse foi um dos que voltou para se formar. Ele e seu companheiro de North Carolina Antawn Jamison se formaram em Estudos Afro-Americanos, uma das formações mais comuns entre os atletas da NBA. Também são corriqueiros os diplomas em Gerenciamento Esportivo e Comunicação, seguido depois por Negócios. Todos, porém, estão perdendo espaço para o cada vez mais usado "Estudos Gerais".

O curso de Estudos Gerais não existe em todas as faculdades, mas foi criado para facilitar a vida dos atletas que querem se dedicar mais à vida esportiva. De todos os alunos da Universidade de Michigan, por exemplo, apenas 3% são atletas. Ao mesmo tempo, entre os formados em Estudos Gerais, 49% são jogadores das mais diversas modalidades. Essa formação pede que o aluno cumpra um certo número de créditos e horas de aula, mas sem nenhum direcionamento em especial, basicamente ele faz as aulas que quiser. Muita gente critica esse formato porque os atletas acabam escolhendo apenas as aulas mais fáceis e as que tem professores (geralmente membros do conselho atlético) que liberam os jogadores de diversas atividades de sala. Seria, para os críticos, um diploma ganho sem merecimento e sem valor.

A história mais interessante que eu conheço de jogadores da NBA e sua relação com as universidades é a do Vince Carter. Ele saiu da Universidade de North Carolina (a mesma de Stackhouse e Jamison) para a NBA, mas continou fazendo aulas para conseguir se formar também em Estudos Afro-Americanos. Ele conseguiu se formar em 2001, mas a cerimônia de formatura acabou ficando para o dia 20 de maio, mesma data do jogo 7 da semi-final de conferência entre o Philadelphia 76ers e o Toronto Raptors de Carter. Foi uma bafafá para saber se ele iria mesmo receber o diploma entre a imprensa e até dentro do time, mas para ele nunca foi uma dúvida. Foi para a cerimônia, recebeu o canudo e de lá saiu correndo para pegar um vôo até a Philadelphia.

E detalhe, não estamos falando de uma série de playoff normal, mas de uma das melhores da última década e talvez de todos os tempos. O duelo Carter-Iverson daquele ano está na história da NBA como um dos mais intensos e impressionantes já vistos. Vale a pausa no tema universitário para vocês entenderem do que estamos falando.

No jogo 1 foram 35 pontos de Carter e 36 de Iverson, com vitória do Raptors na Philadelphia. O Sixers respondeu vencendo o jogo 2 com 54 pontos do Iverson. A partida 3 teve o Carter acertando 8 bolas de 3 seguidas e marcando 50 para dar a vantagem de 2-1 para o Toronto. Ficou 2-2 depois que o Iverson liderou uma virada histórica marcando 30 pontos fora de casa. No dia do jogo 5 o Iverson recebeu seu troféu de MVP da temporada e marcou 52 pontos, 3-2. Empatou de novo depois que o Carter respondeu com 39 pontos no jogo 6. Logo depois veio o anúncio de que o Carter iria mesmo para a formatura no dia do jogo final.

Imaginem como estavam os ânimos nas duas equipes e em todos os jogadores antes do jogo 7. E mesmo assim o Vince Carter teve a frieza de conseguir dividir seu dia entre a formatura e o jogo. A partida acabou sendo bem truncada, nervosa e Carter marcou apenas 20 pontos, já Iverson recebeu marcação dupla o jogo todo e respondeu com seu recorde de assistências na carreira, 16. Mas o grande momento foi o fim da partida, quando Vinsanity teve a chance de transformar aquele 20 de maio no maior dia da sua vida. O diploma e um arremesso no último segundo em um jogo 7 fora de casa. Foi por pouco e até hoje ele ouve que jogou mal porque não se concentrou para aquela partida.


Os detalhes desse duelo épico podem ser vistos num especial da NBA TV em duas partes: Parte 1 e Parte 2. Vale a pena!

Não achei nenhum site que indicasse em quê cada jogador da NBA é formado, mas pesquisando fui achando aos poucos. Segue a lista dos que descobri:

Josh Howard - Fez a mesma Wake Forest onde o Tim Duncan se formou e onde Chris Paul ainda faz aulas. O único jogador a admitir que fuma maconha entre uma temporada e outra é formado em Sociologia. Um típico maconheiro dos cursos de humanas.

Michael Jordan - Apesar de também ter ido a North Carolina não se formou em Estudos Afro-Americanos, mas sim em Geografia.

Shaquille O'Neal - Ele fez 3 anos na LSU e depois foi para a NBA, mas acabou concluindo o curso depois, se formando em Artes e faltando a um jogo da temporada 2000-01 (com permissão do Phil Jackson) para ir à formatura. Na cerimônia ele falou ao público "Agora eu finalmente vou poder arranjar um emprego de verdade". Em 2005 ele conseguiu um MBA online na Universidade de Phoenix e disse que um dia vai ter um trabalho das 9 às 5 como todo mundo.

Juwan Howard - Esse é nerd. Se formou em Comunicação e foi o primeiro jogador a sair da faculdade para a NBA antes de acabar o curso e mesmo assim conseguir se formar no mesmo ano que o resto da sua classe. A motivação dele foi uma promessa feita a sua avó, que achava que o neto não poderia desperdiçar a chance de poder estudar de graça numa faculdade grande como a Michigan State.

Emeka Okafor - Talvez o maior gênio da NBA na atualidade. Ele saiu da UConn depois de 3 anos, mas foi tempo suficiente para ele fazer e passar em todas as matérias necessárias e se formar com honras em Finanças. O seu então companheiro de time Ben Gordon dizia que ele não saía em uma viagem com o time sem levar dezenas de livros e passava a viagem inteira estudando.

Danny Granger - Ele jogou os 4 anos de faculdade, mas foi dividido. Os dois primeiros em Bradley e depois na Universidade do Novo México. Se formou em Engenharia Civil!

Grant Hill - Assim como Tim Duncan, poderia ter saído antes da faculdade, mas vivendo o melhor momento da história de Duke resolveu passar os 4 anos na faculdade e se formou em Ciências Políticas. Curiosidade política sobre o Hill: sua mãe foi companheira de quarto de Hillary Clinton na faculdade e as duas mantiveram contato. No dia em que foi escolhido no Draft, Grant Hill recebeu um telefonema do então presidente e marido de Hillary, Bill Clinton.

Shane Battier - Outro formado em Duke como Grant Hill. Ele chegou a ganhar prêmios dentro da Universidade como um dos melhores alunos e se formou em Estudos Comparativos de Religião, uma área que procura semelhanças e diferenças entre mitos, rituais e conceitos em religiões ao redor do mundo.

Devin Harris - Está fazendo aulas no verão para terminar o curso de Sociologia.

David Robinson - A outra torre gêmea ao lado de Tim Duncan também se formou e era muito bom nos estudos. Teve uma nota absurda nos SATs, uma espécie de vestibular americano e escolheu ir para a Academia da Marinha, onde se formou em Matemática. Tá aí outro motivo para odiar o Spurs, eles eram campeões com um garrafão que não era só melhor que o do seu time, mas também mais culto e inteligente. O outro odiado do Spurs, Bruce Bowen, é formado em Comunicação.

John Salmons - Ok, esse é bizarro. Ele se formou na Universidade de Miami em Criminologia e Sociologia, mas diz que quando parar com a NBA quer trabalhar como fashion designer. Faz algum sentido? Que comecem as piadinhas do estilista que joga no time do veadinho.

Chris Bosh - Ele ainda não acabou a faculdade, mas prometeu para sua mãe que ainda vai ir até o fim. Sua formação é em Design Gráfico.

Aaron Brooks - Formado em Ciências Políticas pela Universidade do Oregon.

Kenyon Martin - Sabe aquele doido de pavio curto, cara de mal e tatuagens pelo corpo? Formado em Justiça Criminal. Será que ele conversa sobre isso com Carmelo Anthony, JR Smith e Chris Andersen? Só perguntando...

Pau Gasol - O espanhol chegou a passar numa faculdade de medicina antes de decidir que iria ser somente jogador profissional de basquete. Mas quem sabe ele não faz depois que se aposentar, imagina que bizarro ser atendido por um médico de 2,16m!

Brandon Roy - O armador do Blazers deve se orgulhar de ter se formado. Ele precisou fazer quatro SATs para conseguir a nota mínima para entrar na universidade, tamanha era sua dificuldade nos estudos. Ele cursou os 4 anos na Universidade de Washington e se formou em Estudos Étnicos Americanos.

Atualização!
Ron Artest - Atendendo a pedidos, colocamos o Ron Ron. Ele é formado em Matemática pela Universidade de St.John. Aproveitando sua especialidade, ele criou o A.R.T.E.S.T (Arithmetic Reaches Tomorrow's Exemplary Students Today), um programa de ensino de matemática na escola Felix Cook Jr que ensina crianças de 3ª a 5ª série questões de matemática usando estatísticas do Ron Artest na NBA.

É isso, esse post é uma homenagem a todos que na nossa pesquisa estão pedindo por textos menores.

33 comentários:

Gustavo disse...

Q texto menor q nada!

Textos intermináveis faz parte da identidade do Bola Presa pow!

Não pode mudar isso!

Celsinhu disse...

ótemo post...todo mundo pensa q o povo que pratica esportes profissionalmente não tem formação, e que só vão buscar dps de encerrada a carreira, taí u ótimo exemplo!!! será q nãao tem nenhum jogador formado em ciências da computação não??? imagina...auehauheuhaeu...

Anônimo disse...

Concordo com o Gustavo. Textos pequenos são para os fracos. Ainda vou fazer uma tese de Mestrado com o tema "Bola Presa. Um novo paradigma para a Internet.". ou "Um novo tratado..." ou "Quebrando o paradigma atual... " sei lá.
Sobre o texto, quando vejo caras que jogam na NBA e se dão ao luxo de formarem em Engenharia Civil, ou Matemática, fico realmente chateado.

Heverton Elias

Felipe Jr. disse...

Textos pequenos são para os fracos !
Queremos textos quilometricos.

This is bola presa.

Tiago disse...

Muito bom o texto, como é hábito aqui no BP. Enviei ontem uma pergunta no mesmo sentido destas descritas.

É excelente mesmo o esporte universitário americano. Inclina bons esportistas (assim como aqueles que não irão vingar) à estudar. A maioria destes caras devem ser capazes (por mais frágil que seja a formação) de interpretar e escrever um texto, de se expressar com alguma clareza.

Imaginem o mesmo no esporte brasileiro? Melhor de tudo seria ver jogaores que não vingaram com uma formação (gratuíta) em mãos.

Ontem procurei na net algum site sobre a formação dos jogadores, em especial algum jogador que compartilhasse a formação comigo (e creio que com o Danilo aqui) em filosofia e encontrei um jogador que, infelizmente para os filósofos esportistas já deu adeus à liga. Um ala chamado Walter Sharpe. http://www.nba.com/draft2008/profiles/WalterSharpe.html

Deve ter um cara de por volta de 2,05 de altura ensinando C. S. Pierce ou Nancy Fraser em algum lugar dos EUA hoje hehe.

A propósito encontrei outro "filósofo" esportista, este mais conhecido: O QB John Elway, campeão de diversos Super Bowls.

Abraços.

R. Moss disse...

Que texto bacana. Legal mesmo. =D

Essa do John Salmos foi bizarra de mais. XD

O Shaq eu nem duvido. Ele é doido mesmo. Lembro que ele também é meio que delegado ou xerife honorário, coisa assim. Lembro até do Ivan Zimmerman zuando "já pensou quando te pararem no trânsito por excesso de velocidade e o guardo for o Shquille O'neal." XD

Anônimo disse...

Textos grandes são melhores, ainda mais com voces mesmo assumindo que tem dificuldade em resumir coisas. O que eu achei mais legal no texto são as promessas pra avós/mães que os jogadores cumprem a risca, muito legal isso.

Anônimo disse...

Dizem que pra cada Ronaldinho existem 10 milhões de desempregados (atletas que não vingaram). O esporte universitário no brasil é mal conduzido e até desprezado. Se o futebol desse inicio a essa mudança (como cobrando o segundo grau pelo menos). Já seria uma grande mudança no panorama do esporte nacional. A pena, é que é mais fácil (e mais rentável) garimpar garotos de 12 anos para vender pro futebol internacional.

Andrey Reis
Palmas Hell Heat (LPV Bola Presa)

White_Crow disse...

Esse texto ficou bacana.
E eu q parei de jogar para estudar, fico ate chateado! (hahahaha)

R. Moss disse...

Não tem como termos uma estrutura parecida em nossas universidades. Primeiro que o governo não quer bancar isso, tampouco os donos de faculdades particulares.

Segundo é por causa dos fatores culturais. Se o povo mal vai ao estádio ver o time, não assiste jogo de volei (que algumas vezes tem entrada franca antes dos playoffs), então danou-se tudo.

Na minha época de universidade, além dos torneios serem mal divulgados, ainda cobravam caro para você participar.

Isso no Brasil não daria certo como implantação. Novas universidades teriam que ser criadas com esse conceito em mente.

A Universo acho que teve ou chegou a cogitar algo parecido, mas acho que nunca foi pra frente.

Allan disse...

Um assunto interessante, de fato.

Ei, continuem com os textos do mesmo jeito! Se é grande demais, que encarem como um projeto Bola Presa de Incentivo à Leitura.

Voltando ao assunto, o Duncan é formado em Psicologia! Putz! Será que ele organiza umas dinâmicas de grupo com os novos contratados do Spurs? Bom, depois que se aposentar, pode ir direto pro RH do San Antonio...

Arthur Holanda disse...

Texto Pequeno nada cara quem le o Bola Presa frenquentimente não liga para o tamanho quanto mais informação melhor.texto pequeno é para os caras que mal lêem o Bola Presa

Arthur Malaspina disse...

Texto pequeno? Os leitores só podem estar de brincadeira!! Se quer textinho pequeno leia outro blog que post só textos pequenos... agora vamos convir que preguiça de ler é de lascar hein!

Anônimo disse...

Texto pequeno.. vai para o twitter!!!!
Texto do caralho..
Faltou só falar do Ron Artest!
Ele é formado em física ou matemática?

R. Moss disse...

Teve um cara no formspring que tinha pedido para narrarem os posts. XD

Antes isso do que texto pequeno.

Anônimo disse...

Como alguem ja disse, texto menor e no twitter.

Denis, faltou responder a 2a pergunta: como e a relacao entre os jogadores altamente cotados pra nba com os seus professores? Eles dao nota boa pra eles ou e tudo igual?


Nairo

Denis disse...

Nairo, como eu disse no post, quando os jogadores tem a chance eles costumam procurar aulas mais fáceis, onde os professores dão regalias e facilidades por eles serem atletas. Não é regra, mas é comum. Já outros professores tratam eles como alunos comuns.

Abraços!!

Nairo disse...

As historias de Shaq, Jordan me deixaram muito impressionado. Verdadeiros milionarios que mesmo assim estudaram! O Brandon Roy tb, pela persistencia.


Parabens pelo texto! (quero textos mais longos)

Farinha disse...

Continuem com seus textos tamanho Kid Bengala, por favor.

Mateus disse...

Recentemente o Shaq disse que ia buscar um doutorado. Sera que ele sera o maior doutor do mundo?

Inaceitavel deixar de falar sobre o Artest! Logo voces que sao fanzaços dele! Ele eh formado em matematica pela universidade de St. John

Tiago disse...

A respeito da "paternidade da pergunta" comentada no formspring.

Eu mencionei que fiz uma pergunta neste sentido ontem (e de fato o fiz - comentando a respeito da formação em Geografia do Jordan e etc), mas não quis de forma alguma passar como "pai da pergunta". Não teria menor interesse nisso. Até porque neste caso é muito mais difícil responder do que perguntar (e a resposta aqui foi muito boa)

E é isto. Continuem escrevendo como curtem escrever. Aliás é muito divertido ver o povo comentando a respeito de estilo de escrita e etc. em um site sobre NBA.

Abraços.

Arthur disse...

Mais um a favor de mais textos, sejam eles longos, médios, curtos, ou o que for. Mas que não parem aqueles textos enormes, marca registrada de vocês, e que a gente tanto curte.

Legal, eu já tinha lido isso, mas nem lembrava que o Tim Duncan é colega de profissão, hehehe... será lacaniano também? :P

Abraços

Carlos Eduardo disse...

Muito interessante , é um exemplo , mas não é algo palpável para a nossa realidade .
Nossos " craques " de que esporte for , tem como ambição uma loira , um rolex e um conversível .Mas é a cara do Brasil ! Aqui no Sul , moro em Curitiba , é um pouco melhor , as pessoas procuram obter um melhor acesso a cultura ( não é educação escolar , escola no Brasil tem em toda esquina , ela não funciona , aí é outro paradigma ) .Gosto dos textos do blog e das análises . Estou na espera do que o pessoal acha do meu " sofrido" Bobcats , se bem que as expectativas de quem torce para um time " menos grande " são de outro teor em relação aos " mais grandes " . Abração a todos, valew!

Giancarlo Danves disse...

Artest professor de matemática? heahaehae, Preciso postar algo sobre isso no KrazyLakers.

Lucas disse...

qto mais texto melhor... rs... os textos de vcs são mto show

Fernando Araujo disse...

textos gigantes forever...

Lucas disse...

Eu sei que o Anthony Parker é formado em química, vi isso em algum lugar..


gostei muito do post, abraço

Fabantas disse...

"Bola Presa Where long-haul Texts Happens"

Ehh continuem com os textos do jeito que são, eles são a marca registrada de vocês.

Não sou contra o Twitter, é uma boa ferramenta, mas esse é o problema da "Geração Twitter", todos são programados a escrever em 140 caracteres, então tudo que ultrapasse esse limite se torna cansativo e chato de ler ou escrever.

o Sec. XXI é dos fasts, fast food, fast writer, fast read, Inglês em 8 semanas, complete o Ensino médio e fundamental em 6 meses!?, perca 20 kg sem se mexer...

Somos homens ou bichos-preguiça?


Agora voltando ao basquete o Jeremy Lin pode não jogar nada na sua temporada de calouro no Warriors mas ele já rendeu dois posts bem legais aqui no Blog.

Jeremy Lin for ROY....rsrrsrsrs

White_Crow disse...

Falando em St. John, nao é onde tinha aquela tabela bizarra no video do steve nash?

White_Crow disse...

Corrigindo....Nao.... era St. Paul.....

Paulo Torres disse...

Para um blog de basquete, textos gigantes, é o certo! Quem quiser posts pequenos que vá ler algum blog sobre jóqueis ou ginastas.

fut_mais_jovens disse...

trabalho com os melhores clubes da europa e estou de viagem para la , preciso de levar material ( videos de jovens jogadores ) se tens conhecimento de algum jovem jogador promissor ,nao exites em enviar-me os videos e tb o historial .
trabalho com o mercado portugues , ingles e italiano .
sergiovilaverde10041972@live.com.pt

Raul disse...

imagina o gasol urologista enfiando o dedao no c*. kkkkkkkkkkkkk