sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FAQ - Seleção Brasileira

Eu não tinha a menor ideia de quem era o cara que chutou a bunda do Scola


No glorioso 7 de setembro, independência da nossa grande nação das garras portuguesas, um grupo de heróis resolveu homenagear a nossa pátria acertando uma bola laranja dentro de um cesto defendido por um grupo de estrangeiros. Ao fim de 40 minutos de batalha, o número de bolas acertadas nesse cesto foi grande o bastante para que 190 milhões de pessoas (ou pelo menos umas 300 no Twitter) conclamasse que Rafael Hettsheimer tinha um valor tão grande quanto o de Dom Pedro I para essa data.

Ao ver que o Bola Presa, esse blog da imprensa imperialista/golpista/mala-sem-alça/anti-patriota não tinha comentado nada sobre o jogo, pipocaram muitas perguntas no nosso Twitter e Formspring questionando o motivo de não tocarmos no assunto e, ao mesmo tempo, nos pedindo opiniões sobre a seleção brasileira e seus jogadores, em especial perguntas suuuper novas como "Por que o Machado ainda está na seleção?" e "Por que o Huertas não está na NBA?".

Resolvemos então fazer um FAQ respondendo as perguntas repetidas que recebemos e encerrando o assunto. E faremos isso antes do decisivo jogo de amanhã contra a República Dominicana para não ser uma resposta motivada por resultado.


Pergunta 1
Versão educada: "Por que vocês não falam do Pré-Olímpico e do Eurobasket?"
Versão troll: "Te peguei no flagra assistindo a seleção! Cadê os Mr.NBA? Cadê? Tão vendo outras coisas agora, é?"

Se você acompanha o blog desde os tempos mais remotos, quando éramos underground, pouco conhecidos e não eramos modinha mainstream, você irá lembrar que já fizemos cobertura de Pré-Olímpico, Pré-Olímpico Mundial, de Mundial, de Olimpíada (mesmo com o Brasil fora) e até de Paraolimpíada! Ou seja, já tentamos.

Mas depois de fazer tudo isso, eu e o Danilo paramos para refletir se realmente valeria a pena partir para essa mais uma vez. A proposta do blog quando o criamos era falar de NBA, não de basquete em geral, e isso foi uma decisão baseada nos nossos gostos, talentos e conhecimentos. Mudamos no meio do caminho e não gostamos do resultado, o que não quer dizer que não gostamos do assunto. As revistas INFO ou Capricho evitam o assunto política porque não é a proposta delas, não porque os seus repórteres e responsáveis não achem o assunto digno de atenção, a mesma coisa da gente com o basquete fora da NBA.

Sentimos que estávamos saindo fora do nosso meio, que não nos divertíamos no processo e, mais importante e broxante, não acrescentávamos nada de novo à discussão. Modéstia à parte, acho que trazemos à tona assuntos, pensamentos e informações que são novas e interessantes para o público da NBA. Mas quando falamos de outros torneios acabamos caindo no lugar comum e só repetindo informações e opiniões que estão em toda a parte. Estão aí o Rodrigo Alves, o Balassiano, o BasketBrasil, DraftBrasil e o novo Basketeria cobrindo a seleção com gosto, vontade e conhecimento, não somos necessários nessa frente.


Pergunta 2
Versão educada: "Então quer dizer que você só assistem NBA?"
Versão troll: "Bando de paga pau dos EUA, só assiste o que acontece lá, né?"

Eu volta e meia estou assistindo a NBB, Euroliga, ACB e NCAA, no Chipre eu até assisti a jogos da bizarra Divisão A Cipriota, mas não quer dizer que assista todo dia/semana e entenda do assunto. Um dos motivos que faz com que eu me sinta à vontade fazendo um post sobre, por exemplo, o Bucks, é que eu já assisti uns trocentos jogos deles antes de escrever. E assisti ainda mais no ano passado e no anterior e no anterior. E acompanho a carreira do Michael Redd, do Brandon Jennings, do Richard Luc Mbah a Moute, do Andrew Bogut e de quase o elenco inteiro desde o começo. Sei das brigas e doideiras do Scott Skiles e do seu estilo de jogo. Ou seja, é um assunto que eu posso contribuir de maneira profunda e interessante.

Em contrapartida, o que eu poderia falar sobre o grande nome (em todos os sentidos) do último jogo entre Brasil e Argentina, o Rafael Hettsheimer? Nunca tinha ouvido falar até alguns meses atrás, não sabia onde o cara jogava, nada. Acabaria fazendo o que eu mais odeio que façam em jogos da NBA: que comentem só o momento, aquele segundo, sem saber nada da história do jogador, suas características ou função no time. Quantas vezes um jogador está fazendo uma temporada espetacular mas aquele jogo que calhou de passar na ESPN é um dos seus piores? Aí dá-lhe os comentaristas desinformados dizendo que o cara é um prego. Sim, naquele dia o cara está sendo e isso merece ser dito, mas não sempre e a informação passada fica toda errada.

Pergunta 3
Versão educada: "Mas vocês não acham que tem que dar uma força para o basquete nacional?"
Versão troll: "Por isso que o basquete brasileiro não vai pra frente, ninguém dá atenção. A SporTV fica passando o US Open ao invés de Venezuela x Panamá!"

Nessas 4 temporadas de NBA que acompanhamos no Bola Presa muita gente veio nos dizer que tinha desanimado da NBA e de basquete por muitos anos, mas que voltou a acompanhar o esporte por causa dos nossos textos. Alguns se animaram até a começar/voltar a jogar! Para dar uma força ao basquete basta fazer com que as pessoas achem ele um esporte interessante e dá pra fazer isso falando de qualquer torneio.

O futebol americano e o rugby cresceram em número de praticantes no Brasil porque assistimos aos gringos jogando. Para crescer ainda mais precisamos de mais jogos da NFL por semana ou precisamos passar jogos amadores dos brazucas? Na minha opinião é de mais NFL, é vendo o jogo em seu melhor que as pessoas se encantam e desejam praticar e consumir o jogo.

Nossa intenção com o Bola Presa nunca foi nobre e não pensamos em fazer um site sobre NBA para incentivar o esporte no território brasileiro. Fizemos porque achamos que seria legal, mas naturalmente vimos que ajudamos algumas poucas pessoas a criarem gosto pelo basquete. E para isso não precisamos mentir dizendo que a Liga Sub-13 do Mato Grosso do Sul é interessante.

Pergunta 4
Versão educada: "Mas já que vocês assistem, podem dar a opinião de vocês sobre a seleção?"
Versão troll: "Comenta aê, porra!"

Agora que vocês já sabem que nossa opinião não vale muita coisa, sim, comentamos.

Pergunta 5
Versão educada: "O que acham do Marcelinho Huertas comandando a seleção?"
Versão troll (na íntegra e direta do formspring): "Como voces podem dizer que o Huertas não tem vaga na NBA? O cara destrói, inclusive contra os caras da própria liga americana"

O curioso da segunda pergunta é que a gente nunca disse que ele não tem vaga na NBA! E pior, no ano passado fizemos mais de um post só discutindo o assunto de maneira mais profunda do que uma mera especulação mereceria. Vou tentar ser mais breve dessa vez.

O Huertas é o cara mais importante dessa seleção. Até o jogo contra a Argentina, quando o time (sei lá porque) começou a movimentar a bola e jogar como um time, ele segurava a bola durante 23 segundos dos 24 de posse de bola do time. Quando o Brasil jogava bem era por causa dele, quando estava mal era por causa dele, quando era o melhor time do mundo, era graças ao Huertas. Por um lado vimos um jogador amadurecido, de visão de jogo espetacular e um "floater" quase infalível. Por outro um cara que parecia não confiar em ninguém que não fosse o Tiago Splitter e que queria ganhar sozinho. Não dá pra culpar totalmente ele, o resto do time não é de inspirar tanta confiança assim, mas não é o papel dele como armador. No maior estilo Kobe Bryant, ele é fantástico, mas seus times são melhores quando eles tentam controlar menos o jogo.

E lembram quando entrevistei o Splitter? Parei e conversei um pouco com o Huertas também para uma matéria para o site do Clube Paulistano, onde estou trabalhando. Ao fim da conversa não resisti e disse "Todo mundo fica enchendo o saco de você na NBA, o que VOCÊ acha disso tudo?". Ele me disse que o sonho de ir pra lá sempre existe e que ele acha que tem jogo pra atuar lá, mas que teria que ser no time certo (ele não queria ir para o Miami Heat assistir o Wade e o LeBron controlar a bola, por exemplo) e nem queria ser um novo Sarunas Jasikevicius, ídolo/deus na Europa e que foi para a NBA ser um arremessador que jogava 5 minutos por jogo.

No fundo não faz sentido para ele arriscar uma carreira ótima na Europa (grandes times, torneios importantes, atenção, salário, fãs apaixonados, etc) para jogar na NBA sem garantia nenhuma. Acho que ele tem toda razão, jogo para ir para a NBA é claro que ele tem, mas vale mais a pena você gastar o auge da sua carreira sendo armador titular do Barcelona ou correndo o risco de algum técnico que nunca viu basquete europeu na vida dar piti e te jogar na reserva do Mardy Collins? Se fosse para ir para um time onde ele se encaixasse e tivesse espaço e tempo para se adaptar, ótimo, ir só para dizer que foi é furada.


Pergunta 6
Versão educada: "Por que o Nezinho e o Marcelinho Machado, tão criticados, ainda estão na seleção?"
Versão troll: "O que os técnicos ainda veem nesses merdas do Nezinho e do Crazy Shooter?"

Triste choque de realidade aqui, mas até eu que não assisto basquete brasileiro tão de perto assim já percebi que quando o Marcelinho Machado e o Nezinho jogam, eles dominam. Não é à toa que eles estão todos os anos disputando os títulos mais importantes, não é sorte, no nosso cenário nacional eles ainda estão entre os melhores. De longe.

Talvez, por questão de princípios, de implantar uma nova mentalidade e de forçar uma renovação, você até pode não querer chamá-los, mas se for para levar os melhores jogadores de suas posições eles tem que estar lá. Eles tem uma tonelada de defeitos condenáveis? Sim, e isso mostra como o basquete brasileiro, com ou sem vaga olímpica, é pior do que gostaríamos de admitir.


Pergunta 7
Versão educada: "Se classificarmos, precisamos de Nenê, Varejão e Leandrinho ou isso é uma prova que eles não são necessários?"
Versão troll: "Chupa Leandrinho! Chupa Nenê! Não precisamos de quem não ama o nosso país!!!!1"

Reproduzo aqui uma resposta que o Danilo deu no nosso formspring:

"Olha, o Leandrinho já topou jogar pela seleção antes. Já topou jogar por uma CBB bagunçada, com técnico medíocre, elenco medonho, fora da sua posição natural em quadra, chance de não ter seu seguro pago (como já sabemos que aconteceu), botando em risco seu emprego na NBA, seu salário milionário e sua carreira lá fora, a contragosto dos chefes que assinam seus cheques e pagam suas contas. E sabe o que aconteceu? O Leandrinho foi Leandrinho, ou seja, assumiu um papel secundário, que é o que ele sabe fazer e onde se sente confortável, e a torcida brasileira caiu matando. Gente que não entende bulhufas de basquete, que não faz ideia do que significa o cara ir contra a NBA e vir jogar aqui pra essa zorra da CBB, querendo pendurar o Leandrinho num poste porque ele é "amarelão" e "cagão". Sério? Então foda-se, o Leandrinho tem mais é que não jogar mesmo. Mesma coisa com o Nenê, que além de ser desrespeitado quando joga por aqui, ainda se lesiona sempre porque tem ossos de vidro.

Seleção brasileira é uma escolha, não é serviço militar obrigatório. É um time aí que você joga se estiver com vontade, com pique, com clima, com saúde, se você for respeitado, e se não quiser gastar seu tempo com sua filha recém-nascida, que merece bem mais atenção.

E eu já desencanei desse papo de que "os nossos melhores jogadores precisam vir pra cá para tirar o basquete brasileiro desse buraco". Isso é furada e uma baita falácia. Se tivermos uma geração fantástica aqui e formos para as Olimpíadas, a estrutura do basquete no Brasil vai continuar a mesma, com os mesmos campeonatos, o mesmo nível técnico, a mesma administração, e o público comum vai continuar assistindo só quando for contra a Argentina para extravasar um mal colocado patriotismo. Andei lendo por aí que a "geração de ouro" argentina não é fruto de categorias de base fantásticas como se imaginava, que não mudou a estrutura do basquete no país, e que a renovação da seleção é um pesadelo. Mesma coisa por aqui. Ainda acredito que a popularização do esporte passa por acompanhar com qualidade a melhor liga de basquete do mundo ao invés de ficar se preocupando se o Nenê ou o Leandrinho vão enfrentar a Venezuela."

...
E completo com minhas palavras. Caso o Brasil fique com uma vaga, terá provado que não precisa de Nenê, Leandrinho e Varejão para ser melhor que República Dominicana e Porto Rico. Nada mais do que isso. Mesmo vencendo a Argentina é ingenuidade achar que a equipe brasileira é melhor, em geral, que a deles. Se ir para os Jogos Olímpicos basta e estar lá deva ser um prêmio para quem conquistou a vaga, algo no espírito Dunga de ser, então não precisamos dos jogadores da NBA. Agora se o importante é levar os melhores jogadores e tentar ganhar umas partidas, é óbvio que eles tem que ser chamados. Mas pelo o que eu vejo por aí o público do basquete é muito patriota e não vai querer alguém que "fugiu à luta" os representando na próxima guerra Olimpíada.


Pergunta 8
Versão educada: "Como dá ponte aérea no NBA2K11?"
Versão troll: "Como dá ponte aérea no NBA2K11?"



.....
Eu sei que essas respostas vão gerar mais perguntas, mais trolls e mais discussões, mas acho que serviu para deixar claro o motivo do assunto ser geralmente ignorado por aqui. E que ironia um assunto deixado de lado ter rendido algo tão grande, não? É hora de parar.

30 comentários:

ricardo disse...

Po caras, tava entrando em crise de abstinência dos textos de vocês, mesmo já tendo lido quase todas essas respostas no formspring li tudo de novo.

Zoa a liga sub-13 do MS não, eu já fui campão dela na época que não era uma liga, era uma copa ahuahuahah

Alone Moreira disse...

parabésn sobre suas análises mas pela 1ª vez na vida vou descordar de vc sobre o Leandrinho , Nenê e o Varejão pois mesmo sendo um a liga porcaria mesmo nós temos jogadores mediocres e mesmo a gente não indo a Olimpiadas a 16 anos eu ainda acho que eles são um bando de amrelões e covarde não só pq deixaram de ir pra seleção mas pq jogar no melhor qualquer um quer e se as ligas no Brasil são horriveis ainda sim foi aqui que eles começaram ainda aqui que eles seguraram pela 1ªvez numa bola então cuspir no prato que comeu faz deles sim amarelões e covardes ! Espero mesmo que a NBA não volte tão cedo o amarelão Leandrinho voltou pr Brasil então vamos ver o covarde do Nenê também voltar e dizer que a liga é um lixo e que tudo é uma merda ! Certo? Quando estão na boa aqui não presta e quando a liga da NBA pará aqui é bom ?!!

Anônimo disse...

Rafer Alston na seleção!!!!

Denis disse...

Hahaha! Eu tinha certeza que ia aparecer alguém defendendo a Sub-13 do MS. E foi logo o primeiro comentário!

ARROZ_ disse...

Concordo e discordo ao mesmo tempo. Concordo que é estupidez não convocar os 3 NBA's, se quizermos ter alguma chance de não sermos massacrados em Londres, precisamos ir com força total. Concordo também que essa história de traidores da pátria é exagero e até um pouco ridícula...

Agora, quando vocês tratam defender uma seleção como algo banal, fica na cara que vocês nunca jogaram nada mais que um rachão no parque. Qualquer atleta que já jogou um campeonato seja por clube, universidade, município, sabe muito bem como é uma honra e ao mesmo tempo um grande responsabilidade defender uma instituição. Imagina o que deve ser defender um país em uma olimpíada???? Não deve existir honra e orgulho maior para um jogador. Imagina o que deve ser levar uma país que está a 16 anos na fila pra um olimpíada?? Pergunta para o Ginóbili o que valeu mais e o que lhe deu mais orgulho, felicidade, emoção e realização pessoal, se foi o título da NBA ou a medalha olímpica?!?!? Aposto meu pescoço em qual será a resposta...

Anônimo disse...

Tenho que discordar com alguns pontos. Primeiro, vc diz que ver NFL vai ajudar a desenvolver este esporte no Brasil. Pois a seleção também é a vitrine para que mais pessoas queiram acompanhar/praticar o basquete. Não foi assim com o vôlei e sua geração de prata? A partir do sucesso da seleção, houve uma maior exposição do esporte, trazendo patrocinadores, garotos querendo praticar o esporte, etc. E por que não seria o mesmo com o basquete? Para isso, seria muito importante termos os melhores na seleção. Uma pena que Nenê, principalmente, e Leandrinho, não levem em consideração a importância de representar seu País.

Anônimo disse...

Eu me orgulhava em representar minha escola em campeonatos entre ginásios. Fico sonhando se eu tivesse a oportunidade de representar meu País...pena ser um sonho mesmo. E ver que há jogadores que não estão nem aí para isso. É de se lamentar.

Denis disse...

Claro que a seleção brasileira também ajuda a divulgar o basquete, mas não é a única coisa. Não é a salvação isolada para o basquete brasileiro.

E o Ginobili e o Nowitzki são orgulhosos de seus feitos olímpicos. Legal, bom para eles! Não tem nada de errado com isso. Mas é algo pessoal, não uma regra da humanidade. O Ginóbili é um patriota, o Nenê não é, precisa matar o cara por isso?

Eu, se tivesse ido além dos rachões de bairro e fosse jogador profissional, iria defender a seleção sim.

Não sou patriota, mas sou fanático pelas Olimpíadas, suas histórias e pelo conceito de ter todos os esportes e esportistas juntos no mesmo lugar ao mesmo tempo. Faria, portanto, por um motivo pessoal de admiração aos Jogos Olímpicos. É um motivo particular como é o do Ginóbili amando a Argentina ou o do Nenê não se importando com essas coisas.

Não acho errado e banal defender a seleção, só não entendo porque não conseguem entender e aceitar que algumas pessoas enxergam o assunto de um jeito diferente.

White_Crow disse...

"E completo com minhas palavras. Caso o Brasil fique com uma vaga, terá provado que não precisa de Nenê, Leandrinho e Varejão para ser melhor que República Dominicana e Porto Rico. Nada mais do que isso". Perfeito, e seria sandice, bastaria pegar uma seleção mais forte (Alemnaha) e que as bolas de 3 nao caissem, e bau bau. Agora os motivos que fazem um jogador servir ou nao a seleção não pode ser simplificado em ser patriota ou não. Você sendo patriota, pode fazer mtu menos para o país, do que um não patriota. É, a vida é gozada! Abraço

ricardo disse...

Na minha época não era nem liga nem sub-13, era copa pré-mirim! Pois bem, eu não acho que se deva crucificar o Nenê, ano passado ele tava lá e se machucou, não foi a primeira vez que isso aconteceu, o cara estabeleceu outras prioridades e isso deve ser respeitado, e ainda se deve levar em consideração a história de vida do cara, deve ter seus motivos. Lógico que seria estranho ano que vem, se tudo der certo, ele lá todo faceiro jogando a Olimpíada, mas a gente não tá com essa bola toda pra ficar esculachando um jogador como ele. Além disso ele foi o único cara que foi doidão o suficiente pra bater de frente com a gestão ridícula praticada pela CBB em outros tempos.

Anônimo disse...

Concordo com tudo menos a parte do Nezinho e Marcelinho.


Eles estão disputando títulos todo ano não por eles serem bons mas sim por estarem em equipes com elencos 'bons'. O Marcelinho é o JR Smith brasileiro: ganha 1 jogo sozinho e perde 10 se o técnico deixa ele jogando mais de 30 minutos por jogo.

O Nezinho é o clássico armador que apenas conduz a bola da defesa para o ataque e só. Olha no NBB a média de assistências dele.

Anônimo disse...

Poxa, vocês mudaram mesmo. Estão até fazendo média agora. Indicar Rebote e Bala na Cesta como fontes boas para acompanhar no basquete nacional é muito triste.


Os caras não manjam absolutamente nada, são 2 playboys que não tem com o que gastar dinheiro e ficam tentando fazer uma cobertura pífia do basquete nacional só falando merda e analisando jogo pelo boxscore. Até uns 2 meses atrás o Rodrigo não sabia nem o que era um box-out.

Andrew disse...

Nunca vi ninguém que jogue basquete aqui
falar que sonha em jogar na seleção
por isso eu ñ acho que seja muito orgulhoso defender a seleção
principalmente para os que ja jogam na nba
e tem uma carreira por la que é o real sonho pra quem joga

cameranesi disse...

essa discusão acerca da convocação do NENE, ao meu ver, é totalmente inócua. o cara não quer jogar pela seleção. deu todos os sinais possiveis. temos que nos mancar e assimilar a rejeição. a mina não te curtiu ou não gosta mais de ti, é sem duvida triste, mas oq vai se fazer...

Leandro França disse...

Poderia explicar com faz a ponta aérea no NBA2K, pois não entendo Inglês????hahahahahaha

Paulo Torres disse...

Eu até concordo com o que vcs disseram do Marcelinho Machado, mas o Nezinho já era. O auge dele foi nos tempos de Ribeirão, hoje ele é só um bom role-player no time do Alex e do Giovanonni. Pra encarar Ginóbilis e Bareas, teria valido mais a pena que tivessem levado o Raulzinho.

White_Crow disse...

@Paulo Torres
O problema não é nem parar Ginobilis, para isso tem o Alex. O problema agora é os Gasol e Nowitski da vida. (quem faz isso no garrafão desse pre olimpico?)

Anônimo disse...

Um pais onde as instituiçao sao corruptas,defender ou nao a selaçao nao condiz com falta de patriotismo, e sim doque ele pensa sobre um time da federaçao brasileira de basquete,

Leandro disse...

Brasil com sorte fica em nono na Olimpíada se pegar jogos fáceis...

Anônimo disse...

nao consegui fazer ponte aérea no wii

Harley disse...

Versão troll: "Chupa Leandrinho! Chupa Nenê! Não precisamos de quem não ama o nosso país!!!!1"

Ri demais dessa.

Renzo disse...

Acho que o problema do Leandrinho na seleção é que ele sempre tenta ser o cara decisivo. Logo, força bolas e comete muitos erros.
Talvez o Magnano pudesse melhorar bastante seu aproveitamento no time.
Se vai, se não vai, cabe ao técnico. Ninguém sabe 100% do que rolou nos bastidores, mas parece que houve um grande constrangimento com o fato de que pediu dispensa na "última hora".

Anônimo disse...

Ninguém é obrigado a "servir" a seleção, é uma escolha pessoal. Os caras priorizam seus times, que pagam bem pra isso.
Uma analogia pra se pensar: Se nós fossemos convocados para o exército, aeronáutica de graça para uma guerra ou outra missão iríamos de boa?
Deixariamos de ir se desenvolver no seu trabalho, na sua faculdade,deixaria de conviver com sua familia, amigos, para "representar" pessoas que nem conhecem?
Acredito que tenha muitos idolos do passado que deram o sangue para a patria que hoje nem são lembrados.
É claro que é um pensamento extremista mas que quero compartinhar para todos aqueles que dão opiniões também extremistas.

Flora disse...

Cara, vcs são muito bons, até quando comentam sobre o que vcs "não sabem".

E concordo com quem falou aí que a gente tem que se tocar que o Nenê não quer defender a seleção. Nem precisa chamar. Já sabemos a resposta. Ele tem direito a escolher, então ótimo.

Agora o Leandrinho é uma questão. Não sei se chamaria ela mais por questões táticas e de personalidade do que por outra coisa. Tenho sérias dúvidas se o estilo dele não prejudicaria a seleção. Se ele se comprometesse entrar o espirito coletivo e solidário do time (o time dos últimos 4 jogos) ok. Mas não tenho certeza se isso aconteceria.

O Varejão nem entra nessa questão. Óbvio que ele vai.

Flora disse...

Agora, tem uma coisa, como a NBA fez mal pro Splitter cara. Isso que é foda. Foi pra NBA pra não jogar e ser reserva de reservas piores que ele. Isso obviamente afeta o desempenho de um atleta.
Foi uma decepção, sinceramente. O Rafael kenfsioein foi mais importante que ele.

Pra fazermos um papel digno nas Olimpíadas ele tem que jogar o que sabe. Alias, todos tem que jogar no limite.

Anônimo disse...

na pergunta 8 onde aparece o game nbak11 ta igual o heat, ou seja, sem torcida. hahhahhah

Denis disse...

Flora,

Você tem razão sobre o Splitter. Jogou muito mal e não sei se é porque se machucou antes da competição, se porque atuou pouco na NBA ou se os dois juntos, mas para um bom resultado nas Olimpíadas o Brasil precisa de um garrafão mais forte.

Caio Torres não deu conta, Hettsheimer foi uma sorte/surpresa que salvou e o Splitter uma decepção. O time tomou sufoco de Martinez/Horford e nas Olimpíadas vão ter coisas muito mais fortes pela frente.

O Varejão deve voltar e isso ajuda demais, mas se o Splitter continuar assim não sei se é o bastante. Por isso o apelo pelo Nenê, mesmo sem apoio de torcida, CBB e jogadores, deve ser considerado.

Anônimo disse...

Denis, concordo com você, o Splitter teve um desempenho muito fraco, para o que era esperado, e pra conseguir, acho que nem chega ao mérito de bom desempenho, medalha, sei lá, simplesmente não tomar surras homéricas nas Olimpíadas, o Splitter teria que melhorar e teria que chamar o Nenê, porque contra um garrafâo de Pau Gasol, Marc Gasol e Ibaka, o Hettsheimer vai ter que fazer milagre.
Outra coisa, o Splitter tem que parar com isso de tomar toco que nem ele tomava do Horford ou o Ibaka vai dar um toco nele e mandar a bola de Londres lá pro MS.

André S. disse...

Concordo que o garrafão brasileiro ta muito fraco, mas não precisaria necessariamente do Nenê, temos grandes jogadores de garrafão alem dele, como o Lucas Bebê e o Paulão, dois jogadores que deveriam estar na seleção durante o pré-olimpico e que não sei por qual motivo não foram chamados pelo Magnano, alem disso arranjar um reserva confiavel pro Huertas não ter que jogar 40 minutos, acho que se o Taylor conseguisse a naturalização seria a melhor opção pra isso.

Marcelo disse...

Ow, já foi dito aqui no blog sim que o Huertas não tem vaga nem no banco de time da NBA, só não lembro se foi Dênis ou Danilo.
Não foi nem interpretação, foi de forma clara.