quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Salário por mérito

Alerta: para o David Stern, esse post tem cunho comunista

Em plena bagunça das negociações entre jogadores e donos de equipes para tentar acabar com o locaute, que periga cada vez mais levar a temporada inteira para o ralo, resolvi escrever um post cuja intenção não é comentar os atuais termos da negociação. Ao invés disso, comentarei os termos que a negociação poderia ter. Os jogadores estão cada vez mais acuados, com a sensação de que precisam aceitar um sistema que os desfavorece (milhões ou não, o que eles estão perdendo são "direitos trabalhistas"), simplesmente porque não encontraram um outro sistema que funcione igualmente para jogadores e donos e teriam que entrar na justiça para continuar a negociação. Nessas horas torna-se essencial encontrar modelos totalmente funcionais, ainda que utópicos, para que possa se criar um horizonte, opções de saída, ou apenas para que nenhuma das partes abaixe a cabeça com a ideia de que "não tinha outro jeito". Existem outros modos e mesmo que ninguém tenha coragem de colocá-los em prática, a existência deles já cria novos parâmetros, novas possibilidades mesmo para as negociações mais comedidas.

Meu modelo funcional favorito foi criado por Elrod Enchilada e pode ser lido na íntegra, em inglês, aqui. Trata-se de um modelo que paga os jogadores por mérito e garante que não possa haver prejuízo para os donos. A base desse sistema de salários foi proposto para a NFL por Ed Garvey, então jogador da liga, há mais de 30 anos atrás. Na época ele queria que os salários dos jogadores fossem todos iguais, bastava pegar toda a grana que entrava e dividir igualmente para os jogadores. Foi chamado de "comunista" e a ideia virou farofa.

O que Elrod Enchilada propõe é um pouco diferente. Ao invés de dividir a grana igualmente, criam-se critérios para mandar mais dinheiro para quem "merece" mais. O único problema é que essa ideia de "merecer mais" é subjetiva e controversa, como saber se um jogador ofensivo é mais importante e mais merecedor do que aquele outro jogador que está lá pra dar trombada e bater cabeça? A solução é mais simples do que parece: basta pagar salários equivalentes aos minutos jogados.

O sistema funciona assim: divide-se todo o dinheiro que entra para a NBA entre donos e jogadores. A porcentagem de divisão é a parte mais polêmica da atual negociação, mas mesmo se ficasse como era antes (57% para os jogadores, 43% para os donos) todo mundo ia ficar feliz, sério. Os donos usariam esse dinheiro para pagar seus custos, de preferência através de um diretório central independente dos times que receberia a grana e repassaria depois. Esse diretório cuidaria dos ginásios, transportes, funcionários fora da quadra, mas nunca jogadores, nem um centavo sequer. Com isso os times garantiriam não apenas que nunca perderiam dinheiro, mas também um lucro considerável e igual a todas as equipes. Time nenhum jamais teria que pagar seus jogadores ou se preocupar com salários ou teto salarial.

A porcentagem da grana que fosse para os jogadores seria dividida entre eles. Levando em conta que são 30 times com 15 jogadores em cada um, e tomando como base a grana que entrou na NBA na temporada passada, cada jogador poderia receber 4,5 milhões e pronto. Se fossem apenas 12 jogadores por equipe, como era antes, seriam quase 6 milhões por jogador. Parece ótimo, mas como eu não quero ficar respondendo críticas de que a ideia é comunista, vinda de gente que não faz sequer ideia do que a palavra significa, e os próprios jogadores não querem abrir mão dos salários gigantescos que podem ganhar, essa divisão segue alguns critérios de mérito.

Então, 70% do dinheiro que entra para os jogadores é distribuído com base nos minutos jogados. Levando em conta a quantia de dinheiro que entrou na NBA em 2010, os 90 jogadores com mais minutos levam 6.5 milhões, os 90 jogadores seguintes levam 5 milhões, e assim vai indo até os 90 jogadores que mal entram em quadra levarem meio milhão cada um. Então pense num time qualquer: não importa quantas estrelas um time tenha, elas receberão o equivalente a quanto ficarem em quadra. E não faz sentido para um técnico colocar uma estrela no banco sem jogar para "economizar", primeiro porque não são os times que pagam o salário, segundo que se o dinheiro não vai pra estrela vai acabar indo para o outro jogador que entrar em quadra em seu lugar, e terceiro que os times ganham mais grana de acordo com seu desempenho, então todas as equipes tem incentivo para colocar seus melhores em ação. Aliás, mesmo o jogador que entra pouco em quadra e ganha pouco tem incentivo para dar o seu melhor, porque além da chance de que passe mais tempo em quadra e ganhe mais com isso, também o simples fato de ajudar seu time a vencer garante chance de bônus no final da temporada de acordo com a classificação das equipes. Mas explicaremos isso depois.

Outros 20% da grana que entra para os jogadores seriam distribuídas para os "melhores". Uma comissão de especialistas votaria no MVP da temporada e os 5 primeiros colocados levariam 5 milhões extras, os 5 seguintes levariam 4.5 milhões extras, e assim por diante, até um total de 25 contemplados. Além disso, essa comissão escolheria o All-NBA Team, os 5 melhores jogadores (cada um de uma posição), mas seriam escolhidas 10 dessas equipes para cada Conferência. Ou seja, são mais 100 jogadores contemplados, com prêmios que começam em 4.8 milhões e vão até 1.2 milhões para os últimos mencionados.

Por último, 10% da grana total destinada aos jogadores premia as equipes melhores classificadas na temporada. Todos os membros dos 4 melhores times ganham 2 milhões adicionais cada, os 4 times seguintes levam 1 milhão pra cada jogador, e os 4 restantes levam meio milhão. As 16 melhores equipes premiam todos os seus jogadores então - e tudo, lembrem-se, sem que os donos tenham que tirar nada dos seus bolsos.

E se um jogador não puder entrar em quadra porque está machucado, como fica? Para isso, 3.5% da grana total para os jogadores vai para um fundo destinado a eles. Se o cara se machuca e perde mais do que 50 jogos, pode receber o mesmo salário que recebeu na temporada anterior. Se ele perde 35 jogos, pode receber 90% do salário da temporada anterior. Se ninguém se machucar o dinheiro fica lá, acumulando para caso um jogador que jogou muitos minutos numa temporada se machuque na outra.

Como fica esse sistema em quadra, que para nós fãs é o que importa? Não existe contrato entre os jogadores e os times, então o jogador vai jogar onde quiser. O que interessa pra ele é que consiga estar num time vencedor, para ganhar os bônus, e que possa lhe dar muitos minutos de jogo. O que impede as superestrelas de jogarem todas juntas é que não há minutos para todas na mesma equipe, então quem está preocupado com salário vai querer jogar em outro lugar. Todos os jogadores vão ter incentivo para dar o máximo em quadra, porque não dá pra assinar um contrato enorme e parar de jogar, ficar gordo ou levar arma pro vestiário. Jogadores que passam a jogar muito de uma hora para a outra serão recompensados como merecem, e novatos que chegam destruindo e viram titulares ganharão o dinheiro devido ao invés daqueles salários mínimos que os novatos recebem hoje em dia.

Não precisa existir teto salarial, os donos não precisam pagar salários, a liga fica competitiva. Segundo os donos, contratos imbecis dados para sujeitos como Eddy Curry, Jerome James e Rashard Lewis é que levam as finanças da NBA para o buraco, e com esse novo sistema esses contratos nunca existiriam. Por outro lado os jogadores não estariam abandonados, os salários seriam iguais ou maiores do que são hoje em dia, e haveria até mesmo cobertura em caso de contusões.

Para ter uma ideia mais adequada de como seria na prática, coloco aqui os salários que seriam pagos segundo o Elrod Enchilada dentro desse sistema. As superestrelas, no topo da liga e em times vencedores, ganhariam entre 16 e 18 milhões de dólares por ano (LeBron, Kobe, Dwight Howard, Kevin Durant, etc). Outras estrelas menores, entre os 25 melhores da NBA, ganhariam entre 13 e 15 milhões. Os outros jogadores titulares bons, mas não espetaculares, entre os 100 melhores da NBA, ganhariam entre 8 e 10 milhões. Os titulares menos importantes e os reservas mais importantes ganhariam entre 5 e 7 milhões. Os jogadores do fim de banco, mas que entram em quadra, ganhariam cerca de 2.5 milhões. Lembrando sempre que esses valores podem ser ainda maiores de acordo com a classificação de cada time na temporada.

Do ponto de vista financeiro, a proposta é praticamente impecável. Restam apenas algumas questões, como quantos anos cada jogador ficaria em suas equipes. Enchilada sugere que ao aceitar ir para uma equipe, o jogador deve ficar lá por 5 anos - a menos que seja trocado antes disso. As trocas, aliás, seriam totalmente livres porque não haveria teto salarial nem contratos de pagamento fixo, basta trocar um jogador por outro e fim de papo. Se um jogador acabar caindo numa equipe que lhe dê menos minutos, resta esperar o fim do vínculo de 5 anos com a equipe anterior e aí escolher sua próxima equipe.

Os problemas com essa proposta são basicamente ideológicos, porque ela joga pela privada a ideia de oferta e de procura e, principalmente, a dependência entre jogadores e donos. O Enchilada sequer toca nesse ponto, mas tomo a liberdade de enfrentá-lo: nesse sistema, os jogadores poderiam até mandar os donos ir plantar coquinho se quisessem. Digamos que a divisão fosse 57% para os jogadores e 43% para os donos. Oras, bastaria que os jogadores pegassem esses 43% e dessem para uma diretoria deles, contratada por eles, para cuidar de coisas como transporte, ginásio, centros de treinamento, funcionários, etc. O dinheiro para essa parte prática seria admnistrado por funcionários contratados, colocando finalmente o poder nas mãos de quem mais interessa na NBA: os jogadores. Estamos bastante acostumados com a ideia de "donos" na NBA e no esporte em geral, mas outros modelos como o proposto por Echilada acabam mostrando, meio sem querer, que outros modos são possíveis. Os jogadores continuariam com seus salários bem parecidos com como são hoje, mas com critérios definidos que evitariam a necessidade de um dono para "oferecer" a grana e assinar contrato, e esses jogadores seriam donos eles próprios daquilo que produzem: as partidas de basquete.

Mas aí é comunista, né?, muitos dirão, com sangue nos olhos e baba a escorrer pelos cantos da boca. Então tudo bem, mantém dono, mantém as mesmas equipes e marcas, mantém os jogadores sob contrato, mas pensemos ao menos que existem outros meios, outros modelos. Que tal manter apenas o fundo para jogadores contundidos? Manter uma equipe admnistrativa para arcar com a repassem de dinheiro e os custos da liga que não dependa dos donos, diminuindo o prejuízo deles? Um comissário, como o David Stern, mas contratado pelos jogadores e portanto passível de ser demitido se sair loucamente dando multas pra todo mundo? São apenas ideias rápidas e simples que surgem de um sistema mais complexo, possível, plausível e viável. Mas ideologicamente proibido.

Se alguém ainda tiver alguma dúvida a respeito do sistema de Elrod Enchilada ou não puder ler o original em inglês, pode ficar livre para fazer suas perguntas na caixa de comentários abaixo. Prometo responder todas, seja na própria caixa de comentários, seja num post à parte se as questões forem muitas.

25 comentários:

Felipe Lima disse...

No meu ponto de vista tem um problema na sua argumentação que os jogadores poderiam simplesmente criar uma nova liga...
Vou pegar como exemplo o campeonato brasileiro.. vocês acham que os jogadores criariam uma nova liga , novos times?

Eu por exemplo torço pro gremio, não importa quem esta vestindo aquela camiseta... o torcedor torce para seu time, e não para seus jogadores..

Quem tem o maior bem na minha visão são os donos pois eles são donos dos times... se os jogadores não querem jogar por essas condiçoes alguns outros jogadores do mundo aceitariam...e meu amor pelo meu time do coração continua igual...

Vide o caso sonics,, que até hj o pessoal reclama da mudança de cidades..

murilo simoes disse...

uma duvida...segundo esse sistema nao faz muita diferença pro chris paul por exemplo jogar no hornets ou no heat ou faz?pq se nao fizer e logico q ele vai optar por jogar com wade e lebron....pelo q eu entendi esse sistema favoreceria a reuniao de grandes estrelas em um time so fazendo com q a liga tenha uns quatro ou cinco times concentrando os melhores jogadores e sendo muito superiores aos outros!!!e uma possibilidade ou eu to falando bobagem?!

Anônimo disse...

Sempre vai er aqueles jogadores que vão preferir ganhar muito bem, por ter minutos a vontade num time sem estrelas. Os americanos, generalizando, acreditam nessa coisa da materializam da vontade divina por meio de suas conquistas monetárias (é só olhar algumas tattoos deles). Então ser o fodão do lugar ainda é alguma coisa, tipo levar o time nas costas. Dinheiro e conquistas individuais sempre vão pesar.

Mas é estranho que uma proposta matematicamente aplicável ser ingnorada pelo ponto de vista ideológico.

Leonardo disse...

É um sistema bem interessante realmente, do ponto de vista administrativo é impecável mas teria esse problema que o Murilo sitou.

Um bom exemplo é o Heat de LeBron, Wade e Bosh. São 3 grandes estrelas e um não tira minutos de jogo do outro, acho que seria muito facil ver outros times formados por pelo menos 3 grandes jogadores... Kobe, Durant e Nowitzki; CP3, Anthony e Stoudemire... se cada time tivesse 3 grandes estrelas não daria nem 10 times fortes, ou seja, sobrariam mais de 20 times bem capengas em relação à esses.

E sobre o comentário do Feipe tem lógica, mas entre ver o Boston Celtics jogar com jogadores medianos e assistir uma partida entre dois times recheados de estrelas ou preferiria a segunda opção.

Denis disse...

Os anos 80 tinham muitos super times que estavam sempre disputando o título e tem muita gente que considera aquela época a melhor da história da NBA.

E a Premier League, Campeonato Espanhol e Italiano estão aí para mostrar que os fãs/torcedores não se incomodam com uma liga que tem meia dúzia de super times e muitos coadjuvantes.

E Felipe, a NBA não tem tanto essa cultura da paixão pelo time como existe no nosso futebol. E mesmo quando há, como era o caso do Sonics, que tinha 40 anos de Seattle, isso é ignorado e tudo é superado pela nova cidade que ganha um time. Uma liga só com jogadores começaria por baixo por não ter a marca NBA, Lakers, Celtics e etc, mas com organização, marketing e os melhores jogadores do mundo teria tudo para dar certo.

Abraços!

Otávio A. disse...

No início do lockout, nessa ideia de salário por produtividade eu questionava como seria o cálculo: pontos, eficiência, todos teriam suas falhas, calcular por minutos é simples e genial, faria justiça a qualquer tipo de jogador.
Mas a premiação por prêmios individuais teria que ser aumentada, assim o Chris Paul não iria para o Heat porque, apesar de ganhar o mesmo salário, por ter seus números e importância diminuídos, perderia alguns milhões não estando bem cotado pro All NBA Team e pro MVP, milhão que teria que ser maior do que ele ganharia por avançar nos Playoff's

Marcio disse...

Eu não gostei nem um pouco.

E acho que nem os jogadores, nem os donos aceitariam isso de forma alguma.

Esse sistema é cruel com os times menores. Eu não gosto dessa concentração de poder dos times, e o que sempre me atraiu nas ligas americanas é a possibilidade de qualquer time conseguir ir longe com uma boa direção.

Para mim, isso tiraria a graça da NBA, com os mesmos times sempre, provavelmente.

E uma dúvida me surgiu, no "estágio final" disso, como seria a administração dos times, já que o poder estaria com os jogadores? Eles contrariam alguém para montar os times e mandar neles? Isso não me parece certo...

Uma última coisa, concordo com Felipe, de certa maneira. A atração não é só assim dos jogadores. A marca, o nome do time tem um poder gigantesco também.

Prefiro meu Vasco com jogadores bonzinhos do que o Barcelona com vários superjogadores, alguns dos meus favoritos. E, por exemplo, gosto do Pierce, do Garnett, do Rondo e de todos os outros, mas se eles saírem do Celtics, eu preferia qualquer outro que entrasse do que eles.

Não creio que seja tão diferente lá fora. Veja a paixão dos nova-iorquinos pelos Knicks, por exemplo. E o ódio que LeBron suscitou em Cleveland.

Felipe Lima disse...

Ok , mesmo que eles criassem novos times e um nova liga e contratassem como foi sugerido uma "diretoria" para tocar, o que aconteceria se a nova liga tivesse prejuízo?

Ex: 200 milhões foi tudo que arrecadaram com a nova liga, 100 milhões vão para os jogadores e 100 pra liga. Mas os custos da liga foram em 150 milhões... ficaria um deficit de 50 milhões... quem arcaria essa divida? Essa diretoria teria 3 caminhos, não pagar os credores , reduzir os salários ou reduzir o numero de jogadores.

O iria poderia acontecer nesse momento é o mesmo que o esta acontecendo agora , alguns jogadores se juntarem e não aceitar a redução salarial .O que eles iriam fazer? Criar outra liga?

Desculpe se estou falando alguma bobagem..

Abraços

Murilo Moore disse...

Muito bom o post. Fica a mensagem para nunca ficarmos condicionados (engessados) a realidade das coisas só porque elas sempre foram assim e nunca vão mudar... Sempre existem outras alternativas!
Se a NBA passasse a ser dessa forma, acho que ficaria bem mais competitiva e interessante de ser acompanhada...
Mas no mundo real, é o dinheiro, a ganância e a corrupção que imperam...

André disse...

Você citou a Premier League, La liga, etc.. porém os times medianos entram no campeonato visando outros objetivos, como uma vaguinha na Champions League ou Europa League..

Além do que, tem copas paralelas a essas competições, o que faz com que esses times menores possam ter condições de ganhar, algo que não pode ocorrer na NBA. Não só pelo sistema que você citou, mas pelo formato das competições nos EUA, que só possuem o campeonato "nacional", por assim dizer. Eu concordaria muito com esse sistema caso houvesse competições paralelas a NBA. Mas aí são outros 500 haha

matheus disse...

se a nova liga arrecadasse 200 milhões e gastasse 150 teria um lucro de 50 milhões. desses, um percentual combinado vai para os donos(como lucro) e o restante para os jogadores.
se fosse 50%, nesse caso iriam 25 milhões pra dividir entre os donos e 25 com os os atletas.

mas uma duvida q eu tenho.. os donos não estão reclamando de prejuizos? se fosse feito esse sistema como pararia isso? ou o simples fato de franquias q dão lucro dividindo com o resto já solucionaria?

Jose disse...

Achei uma ideia mto mirabolante

E sempre que entra na seara financeira fica dificl opinar pq não temos dados suficientes.

Felipe Lima disse...

Pelo que entendi no texto... dos 200 milhões arrecadados 100 milhões iriam para os jogadores para pagar salários e 100 milhões seria para o custo da liga sem os salários.

"Esse diretório cuidaria dos ginásios, transportes, funcionários fora da quadra, mas nunca jogadores, nem um centavo sequer. "

Então nessa hipótese esse diretório teria 50 milhões para dividir para os jogadores e não 100...

E existe outro ponto.. provavelmente a NBA existira concorrendo contra essa liga nova... Por isso acho que não é tão fácil para os jogadores criarem uma nova liga ... pois os problemas de mais despesas do que receitas continuaria. Sem contar que eles teriam contra uma liga gigante e já estabelecida no mercado.

Juliano disse...

Esse sistema não funcionaria por um motivo bem simples: o EGO dos jogadores.

Com os salários deles atrelados aos minutos jogados seria uma briga intensa com os técnicos e 99% deles se achariam injustiçados, seria um inferno na terra administrar as choradeiras desses caras.

Régis disse...

Na minha opinião isso iria aumentar o abismo entre as equipes, pois o jogadores iriam para os melhores times afim de ganhar mais no fim da temporada...

Não digo os craques, mas sim o medianos.

Régis disse...

Pra mim o hard cap seria a melhor opção!

Pois daria a todos os times as mesmas condições, olhem a NHL de hoje, é bem mais equilibrada.

Luciano Nunes disse...

Cara, acho que o melhor método para acertar essa pendenga é fazer como se faz na vida real. Cada jogador pede o que acha justo para seu salário e um clube paga se quiser. O lucro da liga, se tiver, deve ficar com os donos. Afinal, se o clube do jogador que ganha 10 milhões por ano tem prejuizo, o salário dele vem integral. Quem paga o prejuizo são os donos das franquias.
Muitos vão dizer: Ah, mas o sucesso da liga se deve os jogadores! Claro,concordo. Então os jogadores que coloquem esses valores no seu contrato.
Craque vai galhar salário de craque, bom vai ganhar salário de bom e porcaria vai ganhar pouco.

Anônimo disse...

A questão toda é que o jogador da muito retorno pra franquia em espaço na mídia(ou acham que alguém quer ver jogos do cavs sem lebron?). Então jogadores q dao mais retorno de midia merecem ter salarios maiores tb, pq muitos times iriam quere-lo.

Anônimo disse...

50/50 + Hard Cap = Justiça

Luís Gustavo Schuck disse...

Este esquema de minutos geraria muita insatisfação para o elenco. Imagina se isso não passaria a atrapalhar o técnico, todo mundo iria querer jogar.

Simplesmente, os salário devem ser administrados pelo GM e a rotação pelo tecnico, não se pode misturar ou induzir isto.

Ainda, será que naqueles jogos sem graça que terminam com 40 pontos os melhores iriam querer ser poupados?

ricardo disse...

Cara, isso é bem comunista mesmo,colocar o poder do "meio de produção" na mão dos operários milionários, o sistema submisso aos desejos dos operários. É uma visão muito interessante, e impossível, como foi dito, porque é completamente contra o american way of life. Mas eu acho ele mais impossível ainda por trazer a análise dos salários e bonificações baseados nos rendimentos alcançados pela NBA recentemente. Se mudar o sistema com certeza mudaria a forma que se capitaliza a liga, e principalmente os interesses por trás do negócio NBA.

Como dito no post, enquanto "modelo teórico" para enriquecer uma discussão é muito válido. Pode-se tirar daí ideias interessantes de maneiras de gerir a liga. Para aqueles que acham que o capitalismo funciona, que se tiver alguma franquia disposta a pagar 1 bi pro Rashard Lewis arremessar umas bolas de três é impensável algo assim, mas todo mundo adora chamar fulano ou ciclano de under-rated e coisas parecidas, esse sistema pode ser o começo de uma mudança nesse sentido.

Blog Cravada disse...

Esse sistema do de minutos em quadra desfavorece a formação de times como o Denver do ano passado, ou o Phoenix da temporada anterior, em que 10 jogaodres dividiam o tempo de quadra, com poucas exceções.

Afinal o jogador mesmo sendo o que fica mais tmepo em quadra no time dele, ainda vai ficar lá atras em comparação aos titulares de outros times da liga.

Anônimo disse...

É o fim do garbage time, não tinha pensado nisso Luís Gustavo Schuck. Bela observação.

Anônimo disse...

Cara, vcs ja imaginaram os agentes querendo que os caras vao para elencos menos talentosos só pra terem mais minutos e ganhar mais? vai acabar com os agentes mais influentes como o do Kobe ou o do Nenê(melhor da história).

Anônimo disse...

Tb acho que acabariam tendo meia dúzias de equipes fortes e com as demais com chances mto remotas de títulos. Ms espera aí...isso já acontece!
Eu curti mto o sistema, como em qualquer esporte novos talentos surgem todo ano, então esse desequilibrio acabaria sendo atenuado por esses novos jogadores, e pelo egos dos superstars. No fim acabaria tendo poucas equipe fortes , porém esse grupo sofreria um rodízio mais constante. Quem ganharia com isso? Os torcedores de times como Clippers, que não precidariam esperar uma geração pra ver grandes jogadores em suas equipes.